Deputados do Rio vão tentar aumentar reajuste nos salários de bombeiros

Reposição salarial de cerca de R$ 70 não agradou manifestantes, que pedem piso de R$ 2 mil

Tiago Rogero e Bruno Boghossian, estadão.com.br

13 de junho de 2011 | 19h18

RIO - Deputados estaduais que apoiam o movimento grevista dos bombeiros do Rio tentarão aumentar o reajuste de 5,58% anunciado pelo Governo do Estado e previsto na pauta de votações de terça-feira, 14, da Assembleia Legislativa (Alerj). Como o aumento - cerca de R$ 70,00 - não satisfaz os manifestantes, os parlamentares pretendem, por meio de emendas ao projeto de lei, cumprir a principal reivindicação da categoria: a elevação do piso de R$ 950 para R$ 2 mil.

 

A ideia é pedir a antecipação de todo o reajuste previsto até 2014 (cerca de 1% por mês), o que aumentaria o salário inicial para cerca de R$ 1.750, além de um adicional imediato de R$ 500. Assim, o salário bruto ficaria em torno de R$ 2.350 e o líquido, em R$ 2 mil.

 

O projeto com os aumentos, no entanto, ainda deve enfrentar um longo caminho na Casa, apesar do apoio de parte do legislativo fluminense. As emendas, depois de apresentadas, devem ser avaliadas pela Comissão de Constituição e Justiça, e só então poderão ser votadas em plenário. Se aprovado, em 1ª e 2ª seção, o texto precisará ainda de sanção do governador Sérgio Cabral (PMDB) para entrar em vigor.

 

No domingo, 12, o governador anunciou a destinação de 30% dos recursos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) para o pagamento de gratificações aos militares. A medida, no entanto, não põe fim às reivindicações, de acordo com o porta-voz dos manifestantes, cabo Benevenuto Daciolo. "Gratificação não é salário", disse.

 

Segundo ele, os mais de 400 militares libertados no fim de semana após uma semana presos voltaram normalmente ao trabalho ontem. Daciolo afirmou ainda não ter sido procurado pelo comandante da corporação e secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, para debater as reivindicações.

 

A assessoria de imprensa da secretaria informou que o coronel deve se reunir nos próximos dias com os líderes do movimento, e também com o secretário de Planejamento e Gestão do Rio, Sérgio Ruy Barbosa, para avaliar quais seriam os impactos dos reajustes na economia do Estado.

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