Desabamento de teto de hipermercado fere 42

Pelo menos 42 pessoas ficaram feridas hoje no desabamento do telhado e do teto do Hipermercado Extra na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O acidente ocorreu por volta de 16h30. No total, 290 homens - entre bombeiros, policiais militares e homens da Defesa Civil de São Caetano - foram para o local.O integrante da Defesa Civil Edson Hiroshi disse que as 42 vítimas, todas com ferimentos leves, seguiram para hospitais da região sul de São Paulo, de São Caetano e de Santo André.Segundo o coronel Olavo Santana Filho, da Defesa Civil Estadual, o fato de haver poucos clientes na hora do acidente contribuiu para que não ocorresse uma tragédia. "A situação poderia ter sido muito mais grave." Segundo ele, a área que desabou tem cerca de 4 mil metros quadrados.De acordo com o coronel Vagner Ferrari, do Corpo de Bombeiros, que comandava a operação, é difícil saber o que causou o desabamento. "A estrutura metálica é aparentemente muito sólida e, como chovia muito forte naquele momento, a água pode ter sido a responsável."Por volta das 18 horas, os bombeiros localizaram Sônia Maria da Costa Santos, uma cliente que ainda estava presa sob as ferragens. Em estado de choque, ela foi colocada no carro de resgate consciente.Nesse momento, a professora Neide Figueiredo descrevia o que viveu dentro do hipermercado em alguns minutos como se tudo houvesse durado horas. "As placas de acrílico começaram a cair do teto e a turma começou a dar risada de quem estava assustado, dizendo que era só isopor." Do teto começaram a cair mais objetos. Todos entraram em pânico.A chuva era muito forte. No mercado, o barulho começou a se confundir com o dos ferros da estrutura do telhado que vinham abaixo. "Parecia um efeito dominó." Ela viu quando um cano de água arrebentou e o jato derrubou crianças.A área mais afetada estava sobre os caixas e próxima da porta de saída. De acordo com os bombeiros, o fato de o desabamento ter sido lento e gradual permitiu que as pessoas saíssem sem ferimentos mais graves. As gôndolas ajudaram a segurar o material que caía do teto, principalmente as vigas de alumínio.Por volta das 18h30, quando já havia escurecido, as cenas em frente do galpão eram assustadoras. Um pedaço superior da parede da frente desabou e na porta principal era possível ver um amontoado retorcido de ferro e alumínio.Através desta porta, que dá acesso ao mercado, em vez de gôndolas e produtos via-se o céu. Após os bombeiros confirmarem que não havia mais vítimas, a perícia começou a trabalhar. A PM está preservando o local para evitar saques.

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