Desalojados por vendaval continuam em hotel de São Paulo

Uma semana depois do destelhamento do hangar da TAM comprometer seis casas vizinhas ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, as famílias desabrigadas continuam em hotel. Todas as despesas são custeadas pela companhia, que ainda não tem previsão de quando dará início à reforma dos imóveis atingidos. A chuva do dia 30 de março provocou o destelhamento de hangares e deixou mais de 195 imóveis da região sul sem energia. O símbolo do desespero por não poder voltar para casa é o casal Antonio Francisco Antonucci e a mulher, Michele, que dará à luz uma menina dentro de 15 dias. Antes do acidente, o casal havia reformado a casa na Rua Carlos Mallet justamente para receber com mais conforto a pequena Stéfani. ?Estou apavorado porque não sei onde vou criar minha filha?, lamentou Antonucci. O futuro pai inspirou-se em revistas de decoração para montar o quarto, que acabou danificado. ?Queria que aquele espaço se tornasse um cartão de visita dela.? Agora só sei que a nenê vai dormir numa cama de casal comigo e com a Michele.? Outra reclamação de quem tem vivido de improviso é de que no hotel cedido pela TAM o cardápio é restrito, com poucas opções. ?Anteontem, tive de levar minha mulher para comer fora daqui?, reclamou Antonucci. A TAM informou que o cardápio é composto por oito tipos de pratos, incluindo massas e grelhados. A companhia ressalta que as famílias têm ainda a opção de cozinhar, uma vez que os quartos contam com cozinha individual.

Agencia Estado,

12 Abril 2007 | 09h42

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