Desativar Carandiru exigiria 12 novos presídios

O governo do Estado de São Paulo teria de gastar cerca de R$ 132 milhões para construir 12 penitenciárias se quisesse retirar os quase 11 mil presos recolhidos hoje no complexo carcerário do Carandiru que engloba a Casa de Detenção, a Penitenciária do Estado, o Centro de Observação Criminológica, a Penitenciária Feminina e o Presídio Especial da Polícia Civil. As penitenciárias com capacidade para 850 detentos custam em média R$ 11 milhões. O governo, se quiser transferir os presos para presídios menores como os Centros de Detenção Provisória (CDP), gastaria menos. Cada CDP custa em média de R$ 6 milhões. O ex-secretário da Administração Penitenciária João Benedito de Azevedo Marques explicou que a área do complexo do Carandiru tem 427 mil metros quadrados, e, no primeiro plano do governo, os prédios seriam utilizados para abrigar centros de requalificação profissional, cursos para jovens carentes. Azevedo Marques disse nesta terça-feira que plano diretor foi elaborado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e por outra instituição. "Se a idéia fosse levada adiante hoje teria que ser reformulada." O ex-secretário se empenhou para que o Carandiru fosse desativado, mas o projeto parou na Câmara Municipal.

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