Descoberta central de clonagem de celulares em Sorocaba

Agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil descobriram uma central de clonagem de aparelhos celulares utilizada por uma quadrilha ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ontem, em Sorocaba. O sistema permitia a comunicação entre os integrantes do bando, alguns deles presos em penitenciárias do Estado, e o planejamento de ações criminosas como assaltos a bancos e seqüestros. A polícia chegou à central depois de gravar durante quatro meses conversas entre os bandidos. A unidade funcionava na casa de Marcos Aparecido Romano, de 30 anos, acusado de ser um dos especialistas em telefonia do PCC. Na residência, no Jardim São Guilherme, zona norte da cidade, foram apreendidos 75 telefones celulares, equipamentos para a clonagem de linhas e programas de computador com os códigos de acionamento dos celulares. Romano fugiu antes da chegada dos policiais. Outro acusado de pertencer ao bando, Moacir Dênis da Cunha, de 34 anos, foi preso. Ele era também era procurado pela polícia de Minas Gerais por tráfico de drogas. Também estão presos Sandro Cristiano Rodrigues e Marcelo Vieira da Silva, membros da quadrilha. Rodrigues, acusado de roubos e homicídios, tinha sido preso anteriormente por manter uma central clandestina de telefones. A polícia gravou 200 horas de conversas entre os bandidos e identificou 18 integrantes. Alguns já estão em presídios, mas os outros estão sendo procurados. Eles usavam os telefones para combinar, por exemplo, a entrega de cocaína "com 80% de pureza" e a venda de armas, como uma pistola Magnum 357, de uso restrito, por US$ 600,00. Em um dos trechos, os bandidos combinam o assalto a um banco, no qual tomariam como refém o filho de uma gerente. Para obrigar a funcionária a colaborar, amarrariam uma carga de explosivos acionados por controle remoto no corpo do garoto.

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