Descobertas mais 4 centrais telefônicas do PCC em São José

Quatro novas centrais telefônicas cladestinas que serviam para a comunicação entre detentos de cadeias e penitenciárias do Estado foram encontradas por uma equipe de policiais da Delegacia de Investigação sobre Entorpecente em São José dos Campos. Nas casas a polícia encontrou listas com nomes e telefones de presos e a inscrição Primeiro Comando da Capital (PCC). Com a nova descoberta, são dez centrais criminosas no Vale do Paraíba, em menos de 40 dias. As quatro casas do Distrito de Eugênio de Melo, em São José dos Campos, tinham 17 linhas telefônicas, com contas superiores a 50 mil reais. Três casas estavam abandonadas e em apenas uma morava a dona-de-casa Maria Amélia de Souza, que foi presa em flagrante. Ela confessou à polícia que mantinha as três linhas para conversar com seu irmão, o detento Donizete Alves de Souza, preso na Penitenciária de segurança máxima Tarciso Leonce Pinheiro Cintra, o P1 de Tremembé. Todas as linhas estavam em nome da empresa clandestina Aptiva Assessoria Empresarial Ltda. "Já detectamos 75 linhas em todo o Estado em nome desta empresa forjada", disse o delegado responsável pela operação, Carlos Alberto Macedo Bastos. Para o delegado, as centrais vão continuar sendo possíveis enquanto o governo permitir a facilitação na aquisição das linhas. "Enquanto for fácil comprar uma linha, as centrais criminosas vão continuar existindo, por mais que a polícia trabalhe", disse Bastos. A polícia chegou às quatro centrais depois de rastrear os telefones encontrados no primeiro esquema fechado em Jacareí. A polícia ainda encontrou mapa de um assalto praticado numa cantina italiana em Tremembé, no dia 3 de fevereiro, armas e 250 gramas de maconha. Até agora, 14 mulheres foram presas por envolvimento nas centrais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.