Descriminalização do uso de drogas deve ser avaliada, diz FHC

Ex-presidente participa de debates sobre democracia e drogas com outros presidente da América Latina

da Redação, estadao.com.br

30 Abril 2008 | 15h27

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta quarta-feira, 30, que a eficácia de uma eventual descriminalização do uso de drogas sobre os problemas decorrentes do tráfico no País precisa ser avaliada. "É um tema que precisa ser conversado e avaliado. Não é tão simples assim, precisamos avaliar experiências na Holanda e Inglaterra. Há críticas a elas", disse.   O ex-presidente participa de debates na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Lançado nesta quarta-feira, o fórum terá o objetivo de propor ações para o combate ao uso de drogas e surge no momento em que a Organização das Nações Unidas (ONU) revisa essas políticas públicas.   Durante o lançamento, FHC disse que, com as atuais informações sobre a descriminalização, ainda não é possível dizer "que ela resolve [o problema]".   Para a redução do narcotráfico, ele defendeu também medidas de prevenção com o apoio das famílias e políticas democráticas. "Temos que enfrentar [as drogas] no âmbito da preocupação com a democracia", disse. "A droga traz a violência; às vezes, o descrédito da lei; às vezes, uma repressão fora da lei e também a corrupção. Tudo isso muda a crença nas instituições", acrescentou.   O ex-presidente da República também destacou a necessidade de ampliação das políticas públicas pelos Estados. "Em muitas regiões, o tráfico se organizou com maior velocidade que o Estado que, muitas vezes, nem conseguiu chegar às populações vítimas das drogas". Ele afirmou ainda que até onde sabe, o comércio de drogas movimenta US$ 60 bilhões, enquanto o combate, US$ 40 bilhões.   FHC está à frente da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, ao lado dos ex-presidentes da Colômbia, César Gaviria, e do México, Ernesto Zedillo. No total, o grupo tem 18 integrantes, a maior parte jornalistas e escritores.   (Com informações da Agência Brasil)

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