Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Desde o início dos ataques, 22 suspeitos morreram em confronto no Rio

Só nesta quarta, foram 14 mortes; segundo a PM, mais de 150 foram presos e detidos desde domingo

Estadão.com.br,

24 Novembro 2010 | 17h29

SÃO PAULO - A Polícia Militar do Rio informou que nesta quarta-feira, 24, ao menos 14 suspeitos morreram durante as operações realizadas em resposta aos ataques que têm sido feitos na cidade desde domingo. Segundo o coordenador de comunicação da PM, coronel Lima Castro, até esta tarde 25 suspeitos haviam sidos detidos em várias localidades durante as incursões. Dois policiais ficaram feridos.

 

Desde domingo, quando os ataques começaram, cerca 150 suspeitos foram presos ou detidos pela PM no Estado. O número de mortos em confrontos já chega a 22, somando-se às operações de segunda e terça-feira. A polícia não informou o número de inocentes que morreram ou ficaram feridos no Estado.

 

Apesar de 17.500 policiais estarem trabalhando, Castro não descartou pedir ajuda ao governo federal, mas disse que, no momento, não é necessário. "Todo e qualquer apoio é bem-vindo, mas por enquanto não é necessário. Se precisar acabar com as férias, será feito", afirmou. Segundo ele, aproximadamente mil agentes estão participando das incursões e que esse número pode ser elevado se for preciso.

 

À noite, o coronel afirmou que a cúpula de Segurança do Rio deve se reunir para decidir quais serão os próximos passos, mas que, por ora, as operações vão continuar. " (As incursões) serão mais incisivas e para amanhã permanece o estado de prontidão. Ficaremos o tempo que for necessário, com o máximo de agentes possível".

 

Durante a coletiva, Castro disse que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) havia acabado de apreender cerca de uma tonelada de maconha no Morro do Chatuba, na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio, região onde a situação é mais tensa.

 

Veja também:

linkJustiça autoriza transferência de presos do Rio

linkJuiz: Há 'indícios' que ordens de violência tenha saído de Catanduvas

link Turismo teme prejuízos por causa da violência

especial'Só UPP não vai resolver o problema de segurança'

mais imagens Veja fotos da onda de ataques no Rio

mais imagens Caixa coloca Esquadrão Antibomba em ação

forum Presenciou algum ataque? Conte-nos como foi

 

Ataques. Criminosos ignoraram o reforço do policiamento nas ruas e queimaram 17 veículos, desde às 22 horas de terça. Segundo o coordenador de comunicação da PM, até esta tarde, 31 carros e ônibus foram atacados no Estado.

 

Entre ontem e hoje, o primeiro carro foi incendiado por volta das 22 horas, na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, acesso ao Túnel Rebouças, principal ligação entre a zona norte e a zona sul da cidade.

 

Em seguida, quatro carros foram queimados em Niterói, na Região Metropolitana, com coquetéis molotov. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, os bandidos fuzilaram uma cabine da Polícia Militar e queimaram um Fiat Palio. Em Belford Roxo, também na Baixada Fluminense, dois ônibus da Viação Regina foram queimados. Na Via Dutra, na altura de Engenheiro Pedreira um coletivo da viação Expressão São Geraldo foi incendiado.

 

Dois ônibus foram queimados foram queimados em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Um caro foi queimado no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. Nesta manhã, um ônibus da Viação Três Amigos foi queimado em Vicente de Carvalho, no subúrbio do Rio, nas proximidades da estação do Metrô, que não interrompeu os serviços por causa do ataque.

 

Em Santa Cruz, na zona oeste, outros dois coletivos foram incendiados. Um ônibus foi atacado na Rua Felipe Cardoso, enquanto uma van foi queimada na Rua Urucrânia. Ao menos quatro passageiros ficaram levemente feridos neste último ataque. No fim desta tarde, um ônibus e um caminhão foram atacados em Bonsucesso, na zona norte.

 

O suspeito de ter realizado um dos ataques, em Vicente de Carvalho, foi preso indo em direção ao Morro do Juramento. Segundo a Divisão de Homicídios, que efetuou a prisão, Magno Tavares Santos, de 24 anos, é morador do Complexo do Alemão, na Penha, e foi reconhecido por testemunhas.

 

 

(Com Pedro Dantas, Solange Spigliatti, Ítalo Reis, Gabriela Moreira, Priscila Trindade e Luciana Fadon Vicente)

 

Atualizado às 19h38

Mais conteúdo sobre:
ataques operação Rio violência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.