Desembargador solto pelo Supremo critica operação da PF

O desembargador federal José Ricardo Siqueira Regueira, preso na Operação Hurricane (furacão, em inglês) no dia 13 e libertado no final da tarde de sábado, 21, desembarcou na manhã deste domingo, 23, no Rio de Janeiro. Regueira foi solto no sábado, por decisão do ministro Cézar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF). No Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, Regueira posou para os fotógrafos com o polegar direito levantado fazendo sinal de positivo e com o livro O Inocente, de John Grisham, nas mãos. "Depois que perdi meu filho (o advogado Acrisio Bicudo Fontes Neto foi executado, em setembro de 2004, com dois tiros na cabeça) e esses m..... (numa referência à polícia) não fizeram nada, todo o resto é café pequeno. A verdade é lenta, mas acabará surgindo", comentou. O desembargador veio de Brasília, onde estava preso na superintendência da Polícia Federal, na companhia da mulher, a também juíza federal Lana Maria Fontes Regueira, mas preferiu deixar a sala de desembarque sozinho. Trajando calça e blusa jeans, saiu com as mãos no bolso, assobiando. Peluso, concedeu habeas corpus apenas a dois juízes e um procurador que estavam presos em Brasília, sob a acusação de participarem do esquema de venda de sentenças para funcionamento de bingos. Na mesma ação, Peluso também decretou a prisão preventiva das outras 21 pessoas presas, entre bicheiros, advogados e policiais. Com a decisão do STF, além de Regueira, devem ser liberados o desembargador Luiz Eduardo Carneiro, e o procurador regional eleitoral Paulo Sergio Leal. O desembargador Ernesto Dória, do TRF de Campinas, não será libertado porque pesam evidências contra ele apreendidas durante buscas em seu gabinete. Texto alterado às 17h29 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

22 Abril 2007 | 13h03

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