Desempregado mata os pais por causa de boneca inflável

Por causa de uma boneca inflável, o desempregado Carlos Alberto Canuto, de 44 anos, teria matado o pai, Manoel Canuto, de 70, com cinco facadas, e a mãe, Rosa Canuto, de 71, por asfixia, no sábado, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Carlos Alberto confessou ontem os crimes à polícia. De acordo com o delegado Luís Hellmeister, da Delegacia de Santana do Parnaíba, Manoel e Rosa eram evangélicos e brigavam constantemente com o filho por causa da boneca, que o desempregado chamava de ?amante?. Na última discussão em família, Rosa furou a boneca com uma tesoura. Logo depois, foi morta com o marido. Canuto confessou os crimes após entrar em várias contradições, durante interrogatório na polícia. A princípio, ele havia contado que cinco homens encapuzados e armados invadiram a casa da família, no bairro Cidade São Pedro, para roubar jóias e dinheiro. O desempregado disse que foi amarrado pelos ladrões na cama do quarto e que o bando matou seus pais ? mas sem usar armas de fogo. Segundo Carlos Alberto, os bandidos fugiram sem roubar nada. Para o delegado Hellmeister, a história contada por Canuto foi inspirada provavelmente em filmes americanos. ?Ele falou muito sobre filmes de suspense e contava coisas absurdas para um caso real.? O delegado contou que, para não levantar suspeitas, o assassino esfaqueou Manoel com cinco facas diferentes. ?Ele queria que a polícia achasse que a vítima tinha sido esfaqueada por várias pessoas.? Além disso, segundo Hellmeister, depois do crime, Carlos sempre esteve à disposição da polícia. Entretanto, todos os parentes do suspeito apontaram o desempregado como o principal suspeito. Até os vizinhos sabiam da obsessão de Carlos pela boneca. ?Ele confundia a boneca com uma amante real?, disse o delegado. Hellmeister contou que, durante o interrogatório, Canuto sempre olhava para uma tesoura colocada em cima da mesa do delegado quando falava dos pais. Depois de preso, ele escreveu um bilhete, dizendo que se sentia livre. ?Hoje, minha vida é igual a de todos. Matei meus pais porque eles não me amavam.? Carlos escreveu ainda que ajudou os pais a receberem ?o descanso que merecem?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.