Desempregado tem comportamento instável, diz policial

O segurança desempregado Pedro Graciano da Silva, 30, está apresentando um " comportamento muito instável" disse o chefe de Comunicação Social da Polícia Militar, Major José Paulo Betes. Silva mantém duas pessoas como reféns desde o início da tarde de hoje no Juizado Especial Civel e Criminal de Pequenas Causas, em Curitiba. "Estamos tentando ganhar no cansaço", disse o major.Segundo ele, os dois reféns - Ione Oliveira Campos e Antonio Marcelo Andrade - estão tranquilos. O major descartou qualquer tentativa de invasão da sala onde eles estão. A preocupação de Silva, segundo Betes, era saber se a imprensa está divulgando o seu ato e se os repórteres o aguardam em frente ao prédio."Ele demonstra estar muito deprimido", disse o major. "Na história de Silva já há uma tentativa de suicídio. Queremos evitar que chegue a isso". O militar disse que, nas conversas por telefone, ele tem dito que está muito arrependido e já descartou o pedido de um carro para fugir. "Ele quer se entregar para ser internado numa clínica, mas diz estar com medo de ser preso", afirmou Betes. Ainda segundo o major, ele demonstrou não querer conversar com a mãe, por isso nem foi informado de que ela está no interior do edifício.Além de manter os reféns, ele feriu a ex-mulher Letícia Cristina Cunha, 23 , a ex-sogra Creusa Bessani Cunha, 54, o ex-sogro Benedito de Souza Cunha, 53 e o sargento do Exército Antonio José de Oliveira Coelho.

Agencia Estado,

05 de abril de 2001 | 21h36

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