Desemprego bate mínima histórica e indústria recupera vagas

Taxa foi de 6,1% em 2012, ante 6,7% em 2011, mostra Pnad; setor industrial criou 724 mil vagas no ano passado

Vinicius Neder, de O Estado de S. Paulo,

27 Setembro 2013 | 10h00

RIO - Na esteira da criação de 1,4 milhão de vagas de trabalho, o desemprego bateu a mínima histórica desde 2001, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira, 27, pelo IBGE. A taxa de desemprego de 2012 foi 6,1%, ante 6,7% em 2011. Em 2003, a taxa bateu em 9,7%, máxima da década.

 

Apesar da queda de 2,7% na produção industrial em 2012, a indústria adicionou 724 mil postos de trabalho ano passado, revertendo o fechamento de 1,076 milhão de vagas em 2009 e 2010. Com isso, a participação da indústria no total da população ocupada passou de 13,5% em 2011 para 14,0% em 2012.

 

O setor de serviços segue como maior empregador da economia, com 45,2% do pessoal ocupado, ou 42,4 milhões de trabalhadores. Nos serviços, foram acrescidos 909 mil vagas de trabalho de 2011 para 2012.

 

Do 1,4 milhão de postos de trabalho criados em 2012, 1,1 milhão foram empregos com a carteira assinada. Ainda assim, quando considerado o pessoal empregado no setor privado, a participação dos trabalhadores formais ficou estacionada de 2011 para 2012, em 74,6%.

 

Segundo os pesquisadores do IBGE, isso sugere arrefecimento na geração de empregos formais. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), já mostram isso.

 

Para a gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Maria Lucia Vieira, os dados são insuficientes para concluir que o mercado de trabalho segue melhorando. "Os indicadores estão melhores. Mas dizer se o mercado de trabalho melhorou ou não, depende da qualidade dos empregos, das horas trabalhadas, etc.", diz a pesquisadora.

 

A Pnad mostrou ainda que a participação dos funcionários públicos no total de empregados caiu para 19,6% em 2012, ante 19,8% em 2011. Desse contingente, 61,1% são militares ou funcionários estatutários, enquanto 19,2% têm carteira assinada (por exemplo, nas empresas estatais sob regime da CLT) e 19,7% são empregados sem carteira (pesquisadores e consultores com contratos temporários ou funcionários em cargo de confiança que não são concursados nem cedidos de outros órgãos).

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