Desfalque de R$ 1,1 milhão na Câmara de Praia Grande

Foi de R$ 1,1 milhão o desfalque na Câmara de Praia Grande, conforme revelou a auditoria nas contas de 2002 e 2003 encerrada hoje. O trabalho, reunido em 18 volumes com 2,7 mil páginas, será entregue na segunda-feira a vários órgãos, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. As suspeitas recaem sobre o ex-diretor financeiro da Câmara, Edmur Lázaro, que está afastado da função e ainda não depôs no inquérito municipal que apura o desvio de dinheiro. O problema foi descoberto pelo Tribunal de Contas. Cheques com valores maiores eram descontados no caixa do Banespa parao pagamento das despesas e não se sabe ainda para onde ia a diferença. Como todas as operações eram feitas por Lázaro, ele se tornou o maior suspeito.O presidente da Câmara, Edson Milan, disse que logo que no Tribunal de Contas alertou sobre o desfalque afastou o diretor financeiro. O procurador municipal Alfredo de Souza revelou "que realmente houve desvio de dinheiro, está provado e as cópiasmicrofilmadas dos cheques provam que o pagamento de uma conta de R$ 2 mil se transformava num cheque de R$ 12 mil e esses R$ 10 mil eram sacados na boca do caixa. O funcionário sacava os R$ 12 mil, pagava R$ 2 mil da conta e o resto ficava com alguém. Tudo leva a crer que essa pessoa seja Edmur Lázaro e esperamos que ele venha e prove que não era ele que fazia isso, quem fazia e se havia mais pessoas junto com ele".

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