Desgastado pelo Enem, Haddad perde força

Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha manifestado a Dilma Rousseff a vontade de que Fernando Haddad permaneça à frente da Educação, o atual ministro desgastou-se demais nos últimos anos por causa dos problemas seguidos com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

João Domingos ENVIADO ESPECIAL SEUL, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2010 | 00h00

No ano passado houve vazamento do conteúdo das provas do Enem. Com isso, o Ministério da Educação foi obrigado a cancelar a prova e a remarcar o exame com dois meses de atraso. Universidades que usariam o resultado nos processos seletivos desistiram de contar com a nota. Na época, o então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, deixou o cargo. O Inep é o responsável pelas provas.

Agora, o problema foi com a identificação errada das provas. O caso foi parar na Justiça e o impasse pôs no limbo 48.458 vagas oferecidas em instituições federais. Das 84 universidades e instituições que participam do exame, 36 dependem exclusivamente do Enem para selecionar alunos 2010.

Reunidas, elas respondem por 53% de todas as vagas oferecidas pelo Enem.

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