Deslizamento interdita totalmente a Rio-Santos, em Angra

Deslizamento interdita totalmente a Rio-Santos, em Angra

Pedras que caíram na rodovia deverão ser implodidas; para seguir em direção a SP, motoristas podem usar a Dutra

Solange Spigliatti e Pedro Dantas

13 de abril de 2010 | 08h16

 

Trabalhos de resgate no Morro do Bumba, em Niterói, continuam esta semana

 

RIO/SÃO PAULO - A Rodovia Rio-Santos está totalmente interditada na região de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, desde a madrugada desta terça-feira, 13. Um deslizamento de pedras fechou as duas pistas da rodovia na altura do km 455, por volta da 1h30 de hoje. Ninguém ficou ferido.

 

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Segundo a Polícia Rodoviária Federal, por serem muito grandes, as pedras deverão ser implodidas. Não há previsão para a reabertura da rodovia.

 

Os motoristas que se dirigem para o Rio não encontram dificuldades em chegar ao Estado. Já os motoristas que saem do Rio em direção a São Paulo devem usar a Rodovia Presidente Dutra, até o município de Lídice, e retornar para a Rio-Santos.

 

Chuvas

 

Até agora, as chuvas já deixaram um total de 239 mortos - 154 em Niterói, 65 na capital e 16 em São Gonçalo. As cidades de Engenheiro Paulo de Frontin, Magé, Nilópolis e Petrópolis registram um morto cada, segundo relatório dos bombeiros.

 

No Morro do Bumba, em Niterói, os bombeiros já exploraram 20% da área onde ocorreu o maior deslizamento até agora. Desde a noite da tragédia, na quarta-feira, 36 mortos foram retirados dos escombros. Uma vítima morreu no hospital após ser resgatada. Nesta segunda-feira, 12, até agora, nenhum corpo foi encontrado. "Perdi muitos amigos. Tenho certeza que muitas pessoas ainda estão soterradas aqui", disse Jaciara de Almeida Ferreira Lopes, de 44 anos, ex-moradora da favela construída sobre um lixão.

 

Exército

 

Cerca de 200 pessoas foram atendidas no primeiro dia de funcionamento dos hospitais de campanha montados pelo Exército, nos bairros Jardim Catarina e no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. "A operação não tem prazo determinado para acabar. Os dois hospitais permanecerão em funcionamento enquanto houver vítimas", disse capitão Carlos Backer, da Comunicação Social do Exército. A maioria dos atendimentos foi de casos relacionados a gripes, doenças de pele e hipertensão arterial.

 

A partir de terça-feira, 12, o Exército também organizará a distribuição das doações", disse a voluntária do centro de desabrigados do Complexo do Salgueiro, Valéria Loback. A estrutura montada pelo Exército dispõe de uma enfermaria com 16 leitos climatizados, quatro clínicos gerais, um pediatra, enfermeiros e 60 homens no apoio da operação.

 

Texto atualizado às 8h35.

 

 

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