Desmascarado falso roubo de carga. E a quadrilha é presa

No início do mês passado, uma carga de óleo de cozinha, avaliada em R$ 26 mil, foi roubada na Washington Luís (SP - 310). Parte dessa carga apareceu, logo depois, em um supermercado de Catanduva. A informação chegou à polícia, os investigadores foram até o estabelecimento no fim-de-semana passado e encontraram latas do mesmo lote colocadas à venda nas gôndolas. Outros produtos roubados há meses também foram encontrados, como macarrão, açúcar, leite e farinha de trigo. Esse foi a ponta do novelo que faltava para resolver uma série estranha de roubos de carga. E, ontem, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) chegaram a um esquema mantido por uma quadrilha, formada por caminhoneiros e receptadores de carga, da região Central do Estado de São Paulo. Os integrantes da quadrilha simulavam o assalto de carga e a vendiam para supermercados como mercadorias mais baratas. Os proprietários dos supermercados tinham notas fiscais, provavelmente falsas, que atestavam a legalidade dos produtos, e alegaram que não sabiam sobre a sua origem. Eles podem ser indiciados em receptação culposa (sem a intenção). De acordo com informações do delegado titular da DIG, Jesus Nazaré Romão, o chefe da quadrilha é G.A.R., de 41 anos, que possui três caminhões próprios. Ele pagava aos motoristas I.G., 35, e A.P.B., 25, para desviar a carga que transportavam. "O acordo era dar 10% do valor dos produtos carregados aos motoristas", afirmou o delegado. A carga era encaminhada ao chefe do grupo, que escondia o material num local ainda não revelado, para então ser repassado aos supermercados. Em seguida, os caminhoneiros comunicavam a polícia sobre os falsos assaltos e diziam que tinham sido amarrados durante horas. Segundo o delegado titular da DIG, o esquema era grande e vinha sendo investigado há cerca de três meses pelo Grupo Especial de Investigação sobre Furto, Roubo e Desvio de Carga (GEIC) do Grupo de Operações Especiais (GOE). Na manhã de terça, os investigadores cumpriram oito mandados de busca e apreensão e prisão em Araraquara, Catanduva e Pindorama à procura de novas provas. Os três homens foram indiciados por formação de quadrilha, uso de documento falso e receptação dolosa. Os motoristas responderão por falsa comunicação de crime. Os suspeitos foram encaminhados à cadeia de Américo Brasiliense. As informações são do site eptv.globo.com.

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