Destino de Suzane e dos irmãos Cravinhos sai nesta sexta

O destino de Suzane von Richthofen e dos irmãos Christian e Daniel Cravinhos, acusados da morte de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane, deverá ser decidido nesta sexta-feira ou na madrugada de sábado. O juiz do caso, Anderson Alberto Filho, que tem a decisão da sentença nas mãos, esteve nesta sexta-feira, 21, na missa da Paróquia São Luiz, na Avenida Paulista e rezou após a comunhão. O Ministério Público Estadual pedirá condenação de 50 anos para cada réu - 25 pela morte de Manfred e 25 pela de Marísia. Caso a pena, superior a 20 anos, se confirme, a defesa poderá pedir a realização de um novo julgamento. O julgamento será retomado nesta sexta-feira, 21, com os debates entre a acusação e a defesa. Os promotores Roberto Tardelli e Nadir de Campos terão três horas para tentar convencer os jurados que o crime foi cometido por motivo torpe e meio cruel.As defesas de Suzane e dos irmãos Cravinhos também terão três horas - metade para cada defesa - para apresentarem seus argumentos. Também haverá uma hora de réplica e outra de tréplica. Em seguida, será feita a votação dos jurados, que se reunirão em um sala secreta por aproximadamente uma hora, e somente depois será dada a sentença.ArgumentosGeraldo Jabur, advogado dos irmãos Cravinhos, argumentará nesta sexta-feira que Daniel foi induzido por Suzane a cometer o crime e que Christian entrou na história por amor ao irmão. Mauro Otávio Nacif, advogado de Suzane, sustentará a versão da moça rica, virginal, obcecada pelo então namorado interesseiro e envolvida na trama por ele. A intenção da defesa dos Cravinhos é que a pena seja reduzida. Já a defesa de Suzane tentará a absolvição. Além disso, a defesa de ambos deverá pedir que as duas mortes sejam consideradas um crime só e que, portanto, seja dada apenas uma sentença para os dois crimes.Nacif se diz preparado para os embates finais, apesar do deslocamento de retina no olho esquerdo, que o impediu de comparecer ao tribunal na manhã de quinta-feira.Sobre o argumento bomba que prometeu no primeiro dia de julgamento, Nacif resumiu: "Pela lei dos advogados eu não posso quebrar o sigilo com a cliente, por isso este argumento bomba, que é um raciocínio, um pensamento novo, não poderá ser divulgado, por enquanto, porque eu me comprometi com a minha cliente".Dia cansativoO quarto dia de julgamento na quinta-feira foi tomado pela leitura de partes do processo. A defesa de Suzane adotou a estratégia de cansar os jurados em um procedimento que levou mais de seis horas e envolveu 400 páginas de depoimentos, petições dos advogados de Suzane e cartas de amor dela para Daniel. Caso algum dos jurados tivesse ao menos fechado os olhos em algum momento, o julgamento teria sido anulado.A outra tentativa de anular o julgamento seria pelo fato de Astrogildo Cravinhos ter abraçado o filho Christian na quarta-feira, durante o novo interrogatório dele, quando ele assumiu ter matado Marísia, mãe de Suzane, dois dias depois em que ele e Daniel haviam negado. "Não houve prejuízo à defesa da Suzane", disse Tardelli, para quem o abraço não é motivo para anulação.

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