Detentos da Cadeia Pública de Jundiaí continuam rebelados

Mais de 480 presos iniciaram a sexta rebelião do estado de São Paulo em menos de 72 horas. Os rebelados da Cadeia Pública de Jundiaí começaram o motim por volta das 14 horas desta quarta-feira, dia 22, e fizeram cinco reféns. A exemplo dos detentos de outras quatro rebeliões, nenhuma reivindicação foi apresentada. Ainda não há informações sobre mortos ou feridos. Depois da primeira hora de negociação, uma carcereira foi libertada. Abalada, foi levada para Hospital Municipal de Jundiaí. Dois carcereiros e duas investigadoras continuam reféns dos presos. NegociaçãoAs negociações com os amotinados, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, estão sendo conduzidas pelo delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Paulo Sérgio Martins, e pelo delegado da Cadeia Pública, Fernando Ivanada. Mais de 50 homens da Polícia Militar e da Guarda Municipal da cidade foram acionados para fazer o isolamento externo da cadeia. A Tropa de Choque de Campinas também foi colocada de prontidão para apoio no caso de emergência. DestruiçãoOs presos demoliram paredes, destruíram móveis e queimaram colchões. A cadeia fica nos fundos da DIG, cujos policiais chegaram a sentir os abalos das paredes destruídas pelos amotinados. A primeira rebelião da série aconteceu segunda-feira na Penitenciária Odon Ramos Magalhães, em Iperó, interior de SP, deixou 22 feridos e só foi controlada com a entrada da tropa de choque da Polícia Militar. Os únicos a apresentar reivindicações, eles reclamaram de maus tratos e superlotação. Desde então, eclodiram sucessivos motins em Mauá, Caiuá (região de Presidente Prudente), Mogi das Cruzes e Franco da Rocha.

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