Detentos de Benfica criam pânico entre familiares

Dezenas de familiares de presos ainda permanecem em frente à Casa de Custódia de Benfica, na zona Norte do Rio de Janeiro, à espera de informações, apesar da divulgação de uma lista com a identificação de 18 dos 30 corpos retirados do presídio, após término da rebelião, na segunda-feira à noite. Às 9h50, os presos começaram a bater nas grades, criando pânico entre os familiares. "Eles estão gritando lá dentro. Como vocês podem me dizer que não estão apanhando?", gritava uma das mulheres para os policiais que ainda mantém isoladas as ruas em torno da Casa de Custódia. Reunidas na porta de uma escola municipal que fica em frente à prisão, algumas mulheres começaram a se comunicar aos gritos com os presos. De dentro das celas, eles pediam representantes de defensores Direitos Humanos e contavam que estavam sem água, sem tomar banho, sem camisa ou agasalhos e até mesmo sem colchão para dormir. "Chama os Direitos Humanos, que nós estamos massacrados", gritava um detento que se identificava como Leandro. O coronel Álvaro Garcia, comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, que comanda o cerco à prisão, negou os maus tratos. Ele disse que há galões de água nas galerias e que estão sendo finalizados os trabalhos de limpeza e recontagem. Ele classificou os gritos apenas como "agitação."

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