Detentos de mais duas penitenciárias paulistas se rebelam

Presos de mais duas penitenciárias do interior de São Paulo estão rebelados. Na Penitenciária de Presidente Prudente, a 540 quilômetros de São Paulo, cerca de 700 presos se amotinaram e passaram a controlar as alas, segundo informações do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado (Sifuspesp). Não há informações sobre o número de reféns. Os presos da Penitenciária João Augustinho Panucci, em Marabá Paulista, no oeste de São Paulo, a 643 quilômetros da capital, também iniciaram uma rebelião nesta manhã. Eles teriam dominado funcionários, mas ainda não há informações sobre o número de reféns. O presídio tem capacidade para 768 presos, porém mantinha cerca de 1.080. O comando regional da Polícia Militar, com base em Presidente Venceslau, mandou reforço para a cidade. Com essas, já são quatro as penitenciárias rebeladas no interior de São Paulo. Os presos continuam amotinados e com 24 reféns nas penitenciárias de Avaré e Iaras, no sudoeste do Estado de São Paulo. Em Iaras, os 435 presos mantêm 12 agentes de segurança penitenciária como reféns. Eles ocupam o telhado e a caixa d´água da unidade. A administração do presídio e representantes do Judiciário negociam a libertação dos agentes. Segundo a direção, os reféns não estão feridos. Os motins seriam um protesto contra a transferência de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), entre eles Marcos William Herbas Camacho, o Marcola. O comandante da PM de Avaré, capitão André Luis de Oliveira, foi baleado na perna num confronto com os rebelados. Ele passou por uma cirurgia num hospital da cidade e está fora de perigo. Na Penitenciária de Presidente Venceslau, para onde foram transferidos os líderes do PCC, a PM montou bloqueios em todos os acessos. Havia pontos de bloqueio também na Rodovia Raposo Tavares, que liga São Paulo ao Mato Grosso do Sul.

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