Detentos de Presidente Bernardes fazem quebra-quebra

Homens da Tropa de Choque da Polícia Militar levaram 6 horas e meia, usaram bombas de efeito moral e contaram com ajuda do Corpo de Bombeiros para acabar com um quebra-quebra promovido pelos 135 detentos do Centro de Readaptação Penitenciário (CRP) de Presidente Bernardes.Com celas individuais, paredes e pisos reforçados por placas de aço, a unidade é considerada a prisão mais segura do País, mas os presos conseguiram destruir pias, sanitários, quebrar vidros instalados nas janelas e arrancar chapas de aço das entradas de ar para usar como armas cortantes. Para isso, arrancaram ferros dos chuveiros e chutaram as pias, janelas e bacias turcas usadas como sanitários. A PM jogou bombas de efeito moral para retirar os detentos e vistoriar as celas.Segundo balanço preliminar, além de constatar os danos, a blitz apreendeu apenas 4 bolsinhas de maconha e os metais. O tumulto teve início às 20 horas, de quinta-feira, 29, quando os presos começaram a gritar e a quebrar tudo o que conseguiam dentro das celas. A PM entrou às 22h30 de quinta e saiu às 5 horas desta sexta. No dia anterior, os presos já tinham feito um tumulto, contra a retirada de Marcos Camacho, o Marcola, para prestar depoimento a promotores sobre a morte do bombeiro João Alberto Costa. A cela, de Marcola, ficou intacta.Marcola, acusado de ser mandante do assassinato de João Alberto, chegou a ser retirado de sua cela, mas a audiência acabou não ocorrendo porque o advogado dele não compareceu. Durante a madrugada, os 135 presos ficaram no pátio do presídio. Todas as 160 celas foram vistoriadas. Os policiais militares e agentes penitenciários retiraram das celas objetos que pudessem ser usados pelos detentos para promover outra ação parecida com a ocorrida na noite de quinta-feira.TúnelDentro também do complexo, na quarta-feira, a polícia descobriu um túnel de cinco metros - em processo inicial de escavação - que seria usado para fuga. A revista também terminou com a apreensão de 15 celulares, 20 baterias e 20 fones de ouvido, uma réplica de revólver, 59 trouxinhas de maconha e barras de ferro. (Colaborou: Ricardo Valota)

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