Detentos fazem protesto pacífico em presídios do Rio

Cerca de 6.800 detentos de nove unidades prisionais do Rio, supostamente do Comando Vermelho, fazem há cinco dias um movimento pacífico em protesto contra a administração penitenciária. Temendo que o ato se transforme em rebelião, o Conselho da Comunidade, organização que fiscaliza os presídios, propôs que o Estado atenda a uma lista de reivindicações dos presos.O movimento nasceu em Bangu 3, onde estão alguns líderes do Comando Vermelho. Eles não estão recebendo visitas nem tomando banho de sol. Internos de outras oito unidades, que também seriam ligados à facção, aderiram, em solidariedade.O presidente do conselho, Marcelo Freixo, que se reuniu ontem com parentes de presidiários, disse que eles reclamam das obras de reconstrução de metade de Bangu 3, destruída no último motim, ocorrido em dezembro do ano passado. Por causa dos reparos, 700 presos estão ocupando um espaço onde só cabem 448. Outra reclamação é a falta de privacidade durante a revista íntima a que são submetidas as mulheres que vão visitá-los.O Estado sustenta que o movimento dos presos é uma reação às normas mais rígidas de disciplina impostas aos presos. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, acredita que os ataques a policiais militares ocorridos recentemente e também a ordem para queimar ônibus sejam mais uma demonstração do descontentamento dos presos.

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