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11 detentos fogem depois de fim de rebelião em Londrina

Foi confirmada a morte de Eder Henrique Lopes da Silva, preso arremessado do telhado da unidade; outros 24 seguem internados 

Danilo Marconi, Especial para o Estado

08 Outubro 2015 | 11h27

LONDRINA - Pelo menos 11 presos fugiram do interior da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), menos de 24 horas depois do fim da rebelião, que terminou com uma pessoa morta e 24 feridas. Policiais militares fazem varreduras nas imediações do presídio a fim de recapturar os fugitivos, usam cães farejadores e até o helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMoa).

Além da fuga, na manhã desta quinta-feira, 8, foi confirmada a morte de Eder Henrique Lopes da Silva, também conhecido como Capetinha. Ele, que cumpria pena de 11 anos de reclusão pelos crimes de furto e tráfico de drogas, havia sido arremessado do telhado da unidade durante a rebelião. Outros 24 presos, feridos durante o motim, seguem internados em hospitais de Londrina.

Um túnel com aproximadamente 30 metros foi descoberto na face oeste da PEL II durante a manhã desta quinta-feira. No momento, três homens tentavam escapar, mas recuaram. Um detento foi encontrado no meio de uma mata e reconduzido ao presídio.

A PEL II, maior presídio do interior do Paraná, com 1.150 homens, ficou destruída com a rebelião dos presos. Quem inspecionou a unidade garante que não há mais condições de abrigar detentos. "A finalidade de ressocialização não está mais garantida, sem falar da insegurança", afirmou o coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Carlos Enrique Santana.

"As partes comuns estão bem destruídas. Até reconstruir de novo, fazer a PEL II como era antes, vão-se dois anos, pelo menos, caso o governo ande ligeiro", relatou o coordenador da Pastoral Carcerária, padre Edivan Pedro dos Santos. Para o Departamento de Execuções Penais do Estado (Depen), a unidade tem segurança e continuará ativada.

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