Arquivo/AE
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Detentos homossexuais sofrem discriminação na maior prisão do País

Presidiário considerado homossexual seria obrigado por outros detentos a raspar o cabelo

Agência Brasil

28 de abril de 2010 | 14h37

BRASÍLIA - Equipe da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), ligada à Presidência da República, está em Recife para verificar denúncias de violações nos presídios (adultos) e no sistema socioeducativo (adolescentes em conflito com a lei).

 

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Uma das denúncias diz respeito a um caso de discriminação contra detentos homossexuais no presídio Aníbal Bruno, o maior do Brasil depois da desativação do Carandiru (SP). A penitenciária mantém 3,8 mil presos. Segundo o diretor de Defesa dos Direitos Humanos, Fernando Matos, quem é considerado homossexual tem o cabelo raspado. O presídio será visitado na tarde desta quarta-feira, .

 

Além do Aníbal Bruno, a missão da SDH também irá visitar a Colônia Penal Feminina do Bom Pastor (Recife), onde há superlotação: a capacidade é para 120 mulheres, mas há 660 presas.

 

Nesta quinta-feira, a equipe da SDH visitará a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), que fica na cidade de Abreu e Lima, na região metropolitana. De volta a Recife, a missão participará da audiência pública Memória da História e da Verdade sobre a Tortura em Pernambuco.

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