Detentos iniciam nova rebelião em complexo de Salvador

Enquanto 64 detentos da Penitenciária Lemos Brito encerravam ontem a rebelião iniciada na quinta-feira, 720 presos que aguardam julgamento no Presídio de Salvador, situado em frente ao primeiro, começaram outra revolta durante o horário semanal de visitas. Os amotinados tomaram três funcionários como reféns. Para pressionar os detentos a direção do presídio impediu que os cerca de 300 familiares que foram visitar os presos deixassem o local. A situação é considerada tensa e as autoridades cortaram o fornecimento de comida e água.Notícias de que os 64 rebelados da Lemos Brito foram espancados pelos carcereiros após libertar os reféns, agitam ainda mais o clima no Presídio de Salvador. A agressão foi comprovada pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, deputado Yulo Oiticica (PT) que participou das negociações para o fim da rebelião. O secretario de Justiça do Estado Sérgio Santos disse que vai apurar o caso.Os internos do Presídio de Salvador reivindicam a mesma coisa dos seus colegas da Lemos Brito, a não-aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado que aumenta o isolamento e reduz as visitas. Pedem também a instalação de aparelhos de televisão e rádios nos pavilhões e que os parentes possam levar alimentos, regalias suspensas há um ano quando numa outra rebelião a agente de presídio Maria Tereza Guimarães foi morta com um tiro.

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