Detentos mantêm 4 reféns em Bangu

Pelo menos quatro pessoas são mantidas como reféns na Casa de Custódia Bangu 5, onde presos destruíram portas de celas, subiram no telhado e tomaram conta do pavilhão. A rebelião começou por volta das 16h, depois de uma tentativa de fuga. De acordo com o coordenador das três casas de custódia do Complexo Penitenciário de Bangu, major Dayzer Corpas Maciel, 500 presos ocupam aquela em que houve o tumulto. Armados com facas improvisadas, os rebelados mantinham em seu poder um policial militar, um agente penitenciário e duas serventes da cantina da prisão. No início do tumulto, durante a tentativa de fuga, uma advogada, identificada como Maria Helena, que presta assistência jurídica na unidade foi tomada como refém, mas acabou sendo solta depois que os guaradas deram o alarme e dispararam tiros para o alto. Por volta das 21h30, os rebelados exigiram a presença de um pastor evangélico. O major disse concordar com o pedido e afirmou que tomaria providências para que um religioso fosse até o local. As negociações foram comandadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM. Maciel afirmou que nenhum preso havia fugido e não tinha informações de feridos. Segundo ele, os amotinados exigiam a transferência imediata de todos os presos já condenados pela Justiça - em tese, as casas de custódia deveriam abrigar apenas presos provisórios que aguardam julgamento. Eles também reivindicavam a saída dos presos não pertencentes à facção criminosa Comando Vermelho (CV), que dominaria a casa de custódia. No pavilhão, há dez celas para 50 presos cada.

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