Detentos rebelados em presídio do Espírito Santo mantêm 200 reféns

A rebelião na Penitenciária de Segurança Máxima de Viana, no Espírito Santo, continua nesta segunda-feira, 19. O secretário da Justiça do Estado, Ângelo Roncalli, negocia para encerrar o motim, que começou no sábado e já deixou pelo menos dois presidiários mortos. Um agente penitenciário e mais de 200 familiares dos presos continuam reféns. As rebeliões que atingiam outros dois presídios do Espírito Santo foram controladas na tarde de domingo, 18. Na Casa de Passagem de Vila Velha, os presos se renderam no final da tarde desse domingo e liberaram os quatro reféns que estavam dentro do presídio desde a última quarta-feira. Na Penitenciária Regional de Linhares, o Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar do Espírito Santo precisou invadir o presídio para acabar com o motim e liberar os cerca de 50 reféns, parentes de presos, que estavam retidos desde a visita do último sábado. Enquanto o governo do estado tenta acabar com a última rebelião, os 80 homens da Força Nacional de Segurança, enviados a pedido do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, se preparam para ocupar os presídios capixabas até que a situação se normalize. No total, são esperados mais de 300 homens para compor a equipe que atuará no estado. Os homens da Força Nacional deverão ficar no lugar da Polícia Militar do estado, que será deslocada para atuar diretamente nas ruas no combate às ações criminosas. Desde o início das rebeliões, quatro ônibus coletivos foram incendiados no Estado. Em entrevista coletiva ontem, Ângelo Roncalli anunciou que pretende construir outro presídio em Vila Velha e implodir a Casa de Passagem, que está em péssimas condições. O órgão descarta a relação dos motins com as rebeliões que ocorreram no mês de maio em São Paulo, supostamente comandadas pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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