Anderson Soares/Roraima em Tempo/EFE
Anderson Soares/Roraima em Tempo/EFE

Detentos são decapitados e têm corpos carbonizados em presídio de RR

Segundo o governo de Roraima, 10 foram assassinados na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, a maior do Estado

Cyneida Correia, Especial para o Estado

17 Outubro 2016 | 08h38
Atualizado 18 Outubro 2016 | 10h21

BOA VISTA - Uma rebelião provocada por disputa entre duas facções criminosas deixou mortos na noite deste domingo, 16, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista. Em coletiva a imprensa na manhã desta segunda-feira, 17, a cúpula da Segurança Pública desmentiu os números divulgados pela imprensa nacional de que 25 presos foram assassinados e afirmou que foram dez o número de mortos.

Três das vítimas teriam sido decapitados, e sete teriam tido os corpos queimados em uma grande fogueira no pátio da unidade. Um dos detentos foi assassinado a facadas, mas os presos deixaram o corpo dele inteiro.

Todos os mortos seriam integrantes da facção Comando Vermelho, que domina cerca de 10% do presídio. Os outros 90% são controlados pelo grupo rival Primeiro Comando da Capital.

De acordo com o secretário da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Uziel Castro, detentos do Pavilhão 14 quebraram os cadeados e invadiram a Ala 12. Houve ainda a tentativa de invasão da carceragem do presídio, mas os presos foram repelidos.

"No confronto entre os detentos, sete corpos foram empilhados e queimados, o que está dificultando o trabalho da perícia para a identificação dos presos. Outros dois corpos foram encontrados no presídio, mas o número de mortos ainda não foi confirmado. Pelo menos três detentos foram decapitados", informou, em nota, o governo de Roraima.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 50 familiares que estavam no presídio no momento da confusão foram feitos reféns, mas, após negociação, todos foram liberados, sem ferimentos.

Oitenta policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes penitenciários do Grupo de Intervenção Tática (GIT) entraram na unidade, que hoje abriga 1.200 presos, o dobro da capacidade.

Os presos foram encaminhados para as alas e trancados. Na manhã desta segunda-feira, 17, equipes do Instituto Médico Legal (IML) foram à penitenciária para fazer a remoção dos corpos.

O governo de Roraima declarou que somente após todos os corpos serem retirados haverá a contagem dos detentos. /COLABOROU LUIZ FERNANDO TOLEDO

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