Detentos simulam mortes para negociar em rebelião de Caiuá

A direção do Centro de Detenção Provisória de Caiuá, na região de Presidente Prudente, informou que nenhum preso foi morto na rebelião ocorrida no presídio nesta terça-feira, dia 21. Os presos simularam a morte de dois detentos para impressionar os funcionários do presídio e aumentar seu poder de negociação. Os dois detentos que se fingiram de mortos foram amarrados em colchões que os rebelados ameaçavam incendiar, caso suas exigências não fossem atingidas. A rebelião, em que um funcionário e dois outros presos foram feitos reféns, foi encerrada às 16 horas. A penitenciária tem capacidade para abrigar 768 presos, mas aloja atualmente 849 detentos. Os CDPs de Mauá e de Mogi continuam rebelados. Pelo menos 11 pessoas estão sendo mantidas reféns pelos presos rebelados do Centro de Detenção Provisória de Mogi das Cruzes, na Estrada do Taboão, quilômetro 2,36, desde às 10 horas desta terça-feira. De acordo com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, o coordenador das Unidades Prisionais do Vale do Paraíba e Litoral Luís Carlos Cartise está negociando com os amotinados. Uma pessoa foi esfaqueada e socorrida pela ambulância do município, segundo o Corpo de Bombeiros. O CDP comporta 768 presos, mas atualmente abriga 1.177 detentos, segundo a Secretaria.Seis pessoas são mantidas reféns pelos detentos, no Centro de Detenção Provisória de Mauá, na Grande São Paulo, onde os presos estão amotinados desde as 11h45 desta terça-feira. Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, há reféns. O diretor da unidade Wellington Rodrigo Segura está no local negociando com os presos. Ainda não há informações sobre feridos.Cinco rebeliõesDesde segunda-feira, cinco rebeliões foram registradas em penitenciárias de São Paulo. Terminou, por volta das 13h30, a rebelião dos cerca de mil detentos do CDP de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, iniciada na noite desta segunda-feira, 20. A tropa de choque entrou no prédio para dar fim ao motim. Dezessete agentes penitenciários haviam sido feitos reféns, mas um deles já tinha sido liberado juntamente com um interno, com ferimentos leves. A rebelião foi iniciada às 19h30 de ontem e prosseguiu por toda a madrugada. Às 7h30 de hoje, as negociações foram retomadas. Com capacidade para 864 detentos, o Centro de Detenção abriga atualmente 1.192.Na noite de ontem, a Tropa de Choque da Polícia Militar invadiu a Penitenciária Odon Ramos Maranhão, em Iperó, no interior de São Paulo, que havia sido tomada pelos presos. Dois diretores e 20 agentes penitenciários foram feitos reféns. A operação deixou pelo menos 22 feridos - 15 presos e 7 agentes. Antes da entrada da PM, um preso deu entrevista pelo celular protestando contra os maus tratos de funcionários a detentos e contra as revistas consideradas humilhantes.

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