AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Detentos vão trabalhar nos novos presídios, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin disse nesta sexta-feira, na solenidade para a desativação da Casa de Detenção, que nos novos presídios o detento vai trabalhar.As penitenciárias terão muralhas, torres e meios modernos de vigilância para impedir fugas e resgates. "A segurança será melhor do que a que existe na Casa de Detenção." O gasto de R$ 5,00 por dia com comida para cada detento vai cair para R$ 2,00. "Todos os presídios terão sua própria cozinha, e os presos farão sua alimentação." A assinatura do protocolo de compromisso entre os governos federal e estadual para a desativação ocorreu no Palácio dos Bandeirantes e teve a presença de cinco ministros, secretários estaduais, presidentes dos Tribunais de Justiça e da Alçada Criminal do Estado. Alckmin explicou que, após o término da construção dos novos presídios, em seis meses, os 7.300 presos que cumprem penas na Detenção estarão em celas com camas e condições para cumprir a pena e não voltar ao crime."A Casa de Detenção é o segundo maior presídio do mundo, e a desativação vai permitir a liberação de uma área de 200 mil metros quadrados, com 5 mil hectares de mata atlântica. É um grande desafio, mas vamos desativar." Os pavilhões funcionam atualmente em condições precárias. Infiltrações e vazamentos provocam consumo excessivo de água. As ligações elétricas são irregulares e oferecem risco à segurança.A construção de túneis para fugas também tem contribuído para abalar a estrutura das edificações, adiantou o governador.Cada novo presídio construído terá capacidade para abrigar 768 detentos. Serão abertas, ao todo, 8.256 vagas com os nove presídios e os dois Centros de Progressão Penitenciária.As obras já começaram no interior do Estado. Os novos presídios estão sendo construídos nas cidades de Dracena, Lavínia, Osvaldo Cruz, Paraguaçu Paulista, Potim (Unidades 1 e 2), São Roque e Serra Azul (1 e 2). Os Centros de Progressão estão localizados em Valparaíso e Pacaembu."As unidades são um incentivo para a economia local. Cada penitenciária vai proporcionar 200 empregos diretos, e cada centro, outros 180, sem contar os trabalhadores da construção civil. O comércio do município também é beneficiado com a visita dos parentes dos presos", declarou o governador. Cada presídio terá custo de R$ 8,6 milhões. Os Centros de Progressão sairão por R$ 5 milhões cada. "Antes do governo Mário Covas, construíram a Penitenciária de Itapetininga por R$ 25 milhões", relatou o governador. Em cada presídio serão gastos R$ 804 mil em equipamentos. O total do projeto é de R$ 100 milhões. O governo federal prometeu dar a metade dos recursos. O restante será pago pelo governo paulista.As novas penitenciárias, segundo Alckmin, terão agentes de segurança formados pelas academias das Polícias Civil e Militar. "São quatro mil os agentes que vão substituir nas muralhas os militares que hoje fazem esse trabalho. Eles voltarão para combater o crime nas ruas." Alckmin disse que, quando Covas assumiu o governo, São Paulo tinha 21.912 vagas no sistema penitenciário. "Com Covas, foram abertas 24.480 vagas e estamos também tirando os presos dos distritos policiais."

Agencia Estado,

08 de junho de 2001 | 20h42

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.