Wilton Junior/Estadão
Polícia afirma que Monique Medeiros protegeu assassino do filho. Wilton Junior/Estadão

'Deu ruim? Sabia', disse mãe, por WhatsApp, sobre suposta agressão de Jairinho contra Henry

Polícia diz que conversas apreendidas entre Monique e a babá indicam violência periódica do vereador contra a criança

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2021 | 18h21

RIO - A Polícia Civil do Rio acredita ter provas de que o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), agredia periodicamente o enteado Henry Borel, que morreu em 8 de março, com sinais de tortura. Conversas via WhatsApp entre a mãe do menino, Monique Medeiros da Costa Silva de Almeida, e a babá, Thayná de Oliveira Ferreira, provariam essa descoberta, segundo investigadores do caso.

"Alguns pontos dessa conversa nos chamaram muita atenção. A babá fala que o Henry relatou a ela que o padrasto o pegou pelo braço, deu uma 'banda', uma rasteira, e o chutou. Ficou claro que houve lesão ali; fala que Henry estava mancando, que não deixou dar banho nele porque estava com dor na cabeça", apontou o delegado Antenor Lopes, diretor da Polícia Civil na capital.

Os trechos da conversa entre as duas, descobertos após a apreensão do celular da mãe, contêm a narrativa da babá, em tempo real, de uma suposta sessão de agressões de Jairinho. O político estava fechado em um quarto com Henry no dia 12 de fevereiro, pouco menos de um mês antes da morte. Monique não estava em casa, e Thayná dizia que estava ouvindo barulhos do quarto. A mãe ordena que ela chame o menino ou entre no cômodo, mas a babá reluta.

"Tenho medo do Jairinho não gostar da invasão", diz, segundo transcrição obtida pela Rede Globo. Depois, manda uma foto com Henry no colo, à qual Monique responde perguntando se "deu ruim". "Deu ruim? Sabia. Pergunta tudo. Pergunta o que o tio falou."

É na sequência dessas cenas, quando Jairinho sai de casa, que o menino conta à babá das agressões sofridas. Segundo ela, Henry mancava ao andar.

Segundo o delegado Antenor Lopes, tanto Monique quanto Thayná mentiram ao depor à polícia.

"Depois que veio o pior resultado possível de uma rotina de violência, que foi a morte do Henry, ela esteve em sede policial por mais de quatro horas e deu declarações mentirosas, protegendo o assassino do filho", afirmou o delegado.

Apesar de não ter sido presa e de não responder por homicídio duplamente qualificado com emprego de tortura - como é o caso do casal -, a babá é investigada por falso testemunho (mentir em depoimento). A polícia acredita que ela foi coagida por Jairinho.

Ao serem presos, Jairinho e Monique tiveram que entregar novos celulares à polícia. Espera-se que haja nesses aparelhos mais provas do crime, como uma possível confissão da autoria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Polícia afirma que Henry sofria agressões de Jairinho e que mãe ‘protegeu assassino do filho’

Casal foi preso nesta manhã por tentar atrapalhar investigação sobre a morte do menino

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2021 | 13h13

RIO - A Polícia Civil do Rio afirmou na manhã desta quinta-feira, 8, que o menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, sofria agressões periódicas por parte do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), preso nesta manhã junto com a professora Monique Medeiros, sua namorada e mãe da criança. Segundo os investigadores, conversas registradas num aparelho telefônico mostram que a babá de Henry relatou essas agressões à patroa, que teria mentido em depoimento à polícia. Após a morte, a babá foi pressionada a também mentir.

“Alguns pontos dessa conversa nos chamaram muita atenção. A babá fala que o Henry relatou a ela que o padrasto o pegou pelo braço, deu uma ‘banda’, uma rasteira, e o chutou. Ficou claro que houve lesão ali; fala que Henry estava mancando, que não deixou dar banho nele porque estava com dor na cabeça”, apontou o delegado Antenor Lopes, diretor da Polícia Civil na capital. 

“Depois que veio o pior resultado possível de uma rotina de violência, que foi a morte do Henry, ela esteve em sede policial por mais de quatro horas e deu declarações mentirosas, protegendo o assassino do filho.”

Nessa linha, o delegado responsável pelo caso, Henrique Damasceno, descartou que Monique tenha sofrido qualquer tipo de ameaça do namorado; era, na verdade, uma aliada dele. "Se eu tivesse percebido qualquer tipo de coação, não teria pedido a prisão dela", apontou.

Jairinho e Monique são suspeitos de cometer homicídio duplamente qualificado com emprego de tortura e sem capacidade de defesa da vítima. A prisão temporária, válida por 30 dias, foi justificada pela tentativa de atrapalhar as investigações. Ainda não houve denúncia.

No depoimento à polícia, o casal alegou que vivia em harmonia familiar com o menino. Não citou nenhum tipo de agressão e disse que existia na casa uma rotina de afeto. A partir de desdobramentos das apurações, no entanto, percebeu-se que a versão seria falaciosa. 

Análise de celulares e laudos

A polícia usou o software Cellebrite para analisar os materiais apreendidos nos mandados de busca e apreensão. A investigação analisou os laudos já produzidos e concluiu que não resta dúvidas sobre a autoria do crime. Henry apresentava lesões nos rins e no pulmão, por exemplo, e sangramentos internos, incompatíveis com um eventual acidente. Ainda há outros laudos pendentes e, por isso, o pedido foi de prisão temporária; a investigação continua.

Henry foi deixado pelo pai por volta das 19h30 na casa de Monique e Jairinho, no dia 7 de março. Estava sem nenhum tipo de lesão, de acordo com a investigação. Em poucas horas, chegou morto ao hospital. Apenas o casal esteve com o menino nesse intervalo.

A delegada Ana Carolina Medeiros, que conduziu a operação desta manhã, disse que o casal tentou se desfazer dos celulares quando a polícia chegou à residência, na zona oeste do Rio. Os aparelhos, contudo, foram resgatados pelos agentes.

O vereador e a mulher foram presos por agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca). A polícia cumpriu mandados de prisão temporária expedidos pela juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri do Rio. 

Sessão de torturas

Henry morreu no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca. Foi levado para lá pelo casal, que alegava tê-lo encontrado desmaiado no quarto onde a criança dormia. O menino estaria com olhos revirados, pés e mãos geladas e dificuldades para respirar. 

De acordo com os médicos, o garoto chegou ao estabelecimento em parada cardiorrespiratória. No Instituto Médico Legal, a necropsia constatou múltiplos sinais de trauma, como equimoses, hemorragia interna e ferimentos no fígado, típicos de agressão.

A polícia suspeita que Henry tenha morrido depois de ser submetido por Dr. Jairinho a uma sessão de torturas, com o conhecimento de Monique. Aos investigadores, o casal afirmou suspeitar que o menino teria se ferido em uma queda. Os ferimentos, contudo, não são compatíveis com essa versão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Dr. Jairinho e mãe de Henry Borel são presos no Rio pela morte do menino

A Polícia suspeita que a criança tenha morrido depois de ser submetido pelo padrasto a uma sessão de torturas, com o conhecimento da mãe

Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2021 | 07h32
Atualizado 08 de abril de 2021 | 10h07

RIO - Policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) prenderam na manhã desta quinta-feira, 8, o vereador da capital fluminense Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), e a companheira com quem vivia, a professora Monique Medeiros. As prisões temporárias ocorreram no inquérito que apura a morte do filho dela, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, em 8 de março. A  Polícia cumpriu mandados de prisão temporária expedidos pela juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri do Rio. A Polícia sustenta que o menino morreu após ser agredido pelo político, que era seu padrasto. Detido em Bangu, na zona oeste, o casal ficará preso, inicialmente, por 30 dias. Segundo os policiais, os dois atrapalhavam as investigações, intimidando testemunhas e combinando versões.

Henry morreu no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca. Foi levado para lá pelo casal, que alegava tê-lo encontrado desmaiado no quarto onde a criança dormia. O menino estaria com olhos revirados, pés e mãos geladas e dificuldades para respirar.  Segundo os médicos, o garoto chegou ao estabelecimento em parada cardiorrespiratória. No Instituto Médico-Legal, a necropsia constatou múltiplos sinais de trauma, como equimoses, hemorragia interna e ferimentos no fígado, típicos de agressão. A Polícia suspeita que Henry tenha morrido depois de ser submetido por Dr. Jairinho a uma sessão de torturas, com o conhecimento de Monique. À Polícia, o casal afirmou suspeitar que o menino tivesse se ferido em uma queda. Os ferimentos, contudo, não são compatíveis com isso.

A vereadora Teresa Bergher (Cidadania), do Conselho de Ética da Câmara Muncipal do Rio,  pedirá ainda nesta quinta que Dr Jairinho seja afastado do mandato. O conselho se reunirá as 18 horas, na sala das comissões da Câmara. Jairinho ingressou no Conselho de Ética em 11 de março, três dias após a morte do menino. Se for afastado, o seu suplente no conselho e o vereadoe Luiz Ramos filho (PMN).

“Precisa ser afastado imediatamente. Pela imagem da casa, pela credibilidade de cada um de nós vereadores e por respeito a esta criança vítima de um cruel assassinato e a toda a população que representamos”, diz Teresa.

Vereador ligou para o governador após a morte

Depois da morte do menino, Dr. Jairinho telefonou para o governador Claudio Castro (PSC) e relatou o ocorrido, segundo o jornal O Globo. Castro afirmou ter dito que o caso seria investigado pelas autoridades responsáveis, sem interferências. Há relatos de que o vereador teria procurado outras autoridades. Nas investigações, a Polícia colheu depoimentos de outras agressões supostamente cometidas pelo político, envolvendo mulheres e crianças. A defesa dele nega.

Dr. Jairinho é filho do ex-deputado estadual Coronel Jairo (SDD), que foi preso na Operação Furna da Onça e atualmente é suplente na Assembleia Legislativa do Rio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Com reduto político em Bangu, Dr. Jairinho foi o 16º vereador mais votado do Rio

Jairo Souza Santos Júnior foi preso na manhã desta quinta-feira, 8, no âmbito do inquérito que investiga morte de seu enteado Henry Borel Medeiros, de 4 anos

Caio Sartori e Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2021 | 08h54
Atualizado 08 de abril de 2021 | 20h08

Correções: 08/04/2021 | 17h51

RIO - Três dias após a divulgação da morte suspeita do menino Henry Borel, de 4 anos, seu padrasto, o vereador Jairo Souza Santos Júnior (Solidariedade), mais conhecido como Dr. Jairinho, foi empossado para o Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A posse em 11 de março, no início das investigações sobre o episódio chocante e sob apuração policial, ilustra a força do político.

O médico de 43 anos tem no nome de urna um sinal da linhagem que o elegeu. Seu pai é o suplente de deputado estadual Coronel Jairo, um PM da reserva que foi parlamentar de 2003 a 2018. O ex-deputado foi citado na CPI das Milícias  da Alerj como supostamente ligado à Liga da Justiça. Dez anos depois, passou pela cadeia, levado pela Operação Furna da Onça. Jairo, o Velho, repudia as acusações e nega ter cometido crimes.

Dr Jairinho está em seu quinto mandato como vereador. Começou em 2004, aos 27 anos,  pelo PSC, no figurino de homem público banalizado no Rio nas últimas décadas, quando se tornaram comuns no  Estado  as carreiras politicas impulsionadas por laços de família. Jairo, o Moço, elegeu-se na mesma base do pai deputado, com centro em Bangu, Realengo, Padre Miguel, na zona oeste da capital fluminense. Desde então, não perdeu nenhuma eleição para a Câmara. Disputou mais dois pleitos -  em 2008 e 2012   - , pelo mesmo PSC. Depois, concorreu pelo MDB e obteve o último mandato pelo Solidariedade, que anunciou agora examinar sua “expulsão sumária”.

Em 2020, Dr.  Jairinho foi o vigésimo-oitavo mais votado para o Legislativo carioca, com 16.061 votos. Sem muita nitidez ideológica e com CRM ativo desde julho de 2004, foi líder dos governos (passado) de Eduardo Paes  (DEM) e de Marcelo Crivella (Republicanos).

Ainda estava na liderança de Crivella na Câmara  quando, no segundo turno da eleição do ano passado, participou de um evento de apoio a Paes. Quase literalmente, “jogou” em casa, no Ginásio Jairo Souza Santos, batizado com o nome do pai, no Ceres Futebol Clube. É uma pequena agremiação suburbana, que  Coronel Jairo preside e que Jairinho frequentou desde a juventude. Ali pediu que votassem no hoje prefeito.

 Àquela altura, a eleição para a prefeitura do Rio era, para os políticos mais experientes da cidade, “jogo jogado”. Pesquisas davam grande vantagem ao demista. O vereador rapidamente voltou ao velho aliado, que o aceitou sem restrições. Afinal, a proximidade do poder lhe garante a presença em inaugurações da prefeitura, que rendem votos. Como ocorreu no Bairro Maravilha Oeste, no IAPI de Padre Miguel, em 25 de outubro de 2016, registrada no YouTube. Na gravação,  Dr. Jairinho aparece sorridente, falando ao microfone.

“Quando eu vejo a galera andando de skate aqui nestas ruas, quando eu vejo as crianças aqui participando, e o bairro se sentindo valorizado, as pessoas gostando de estar morando (sic) aqui, eu fico mais feliz”, discursou Jairinho, ao lado do então secretário-executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho. Na produção, há imagens de crianças brincando em uma pracinha,  e Pedro Paulo, o político mais ligado a Eduardo Paes, parece, algumas vezes, desconfortável.

Na mesma região onde Dr. Jairinho e o pai colhem votos, milicianos atuam. No Jardim Batam, em Realengo, em 2008, uma equipe do jornal O Dia, que se infiltrara na comunidade para fazer uma reportagem sobre a milícia, foi capturada pelos criminosos. Os três profissionais foram torturados, ameaçados de morte e posteriormente perseguidos pelos bandidos. Investigações da Polícia Civil não conseguiram provas de envolvimento de políticos da região nesses crimes.

Dr. Jairinho tinha cargos importantes na Câmara

Em seus dezesseis anos na Câmara,  Dr. Jairinho ocupou postos de destaque, além das lideranças dos governos Paes e Crivella. Foi presidente de Comissão de Educação, vice da Comissão de Saúde, presidente da Comissão Especial do Plano Diretor do Município. Também foi primeiro-secretário da instituição.

Pessoalmente, destaca-se pelos cuidados pessoais. Veste ternos bem cortados e de excelente qualidade e dá especial atenção ao cabelo, que penteia com frequência, e mantém a barba aparada. Polido e contido, não passa emoções a seus interlocutores. Alguns colegas, reservadamente, preferem manter distância  do político da zona oeste.

Nas últimas semanas, depois da morte de Henry, surgiram contra o vereador denúncias de supostos atos de violência. Ex-namoradas denunciaram agressões e ameaças, contra si mesmas e contra crianças. A defesa do político rebateu as acusações. Em petição à 16ª DP (Barra da Tijuca), chegou a falar que  uma ex-namorada queria se vingar de Dr. Jairinho e o atacava com “calúnias”. Os depoimentos com supostas agressões contra menores de idade, porém, geraram investigações na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Também lá o vereador, agora preso, terá de se explicar.

Correções
08/04/2021 | 17h51

Uma versão anterior desta reportagem informava erroneamente que Jairinho tinha sido o 16º vereador mais votado. O dado correto é que ele foi o 28º mais votado. A reportagem foi corrigida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Câmara do Rio corta salário de Dr. Jairinho e anuncia suspensão do mandato em 31 dias

Vereador foi preso em investigações por morte do seu enteado Henry, de quatro anos; Solidariedade prepara 'expulsão sumária'

Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2021 | 16h36

RIO - A Câmara Municipal do Rio anunciou por nota que o vereador Dr Jairinho (Solidariedade), preso na manhã desta quinta, 8, teve o salário suspenso e ficará formalmente afastado do mandato a partir do trigésimo primeiro dia de afastamento, segundo o Regimento Interno da Casa. A Câmara também prometeu “celeridade” para o caso no Comitê de Ética, embora ainda não haja representação. O colegiado tem reunião marcada para o fim da tarde.

O político foi levado à prisão pela Polícia Civil do Rio, em inquérito que investiga a morte do menino Henry Borel, de quatro anos, com sinais de tortura. A mãe do garoto, Monique Medeiros, também foi presa. Ambos são acusados de tentar atrapalhar as investigações e influenciar testemunhas. 

A Solidariedade, partido ao qual é filiado o vereador carioca, informou em nota que a executiva nacional da legenda encaminhou a seu Conselho de Ética um pedido de “expulsão sumária” do acusado. A agremiação também informou que Dr Jairinho, antes da prisão, já estava licenciado e afastado das atividades partidárias.

Confira a nota do Solidariedade:

“Foi encaminhado ao Conselho de Ética um pedido de expulsão sumária do vereador Dr. Jairinho solicitado pela Comissão Executiva Nacional do Solidariedade.”

“O vereador já estava afastado e licenciado do partido antes do anúncio de sua prisão realizada hoje.”

“Enquanto um partido que luta por um futuro melhor para os brasileiros, manifestamos nosso repúdio a todo e qualquer tipo de maus tratos e violência, principalmente contra crianças e adolescentes.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.