Dez pessoas são presas por porte ilegal de armas no Paraná

Prisões ocorreram em operação da Polícia Ambiental, que apreendeu armas, munições e animais abatidos

Fabiana Marchezi, estadao.com.br

29 de maio de 2008 | 17h24

Dez pessoas acusadas por posse ilegal de arma foram presas na manhã desta quinta-feira, 29, durante a Operação Jirau II, desencadeada pelo Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde da Polícia Militar do Paraná. Além das prisões, foram apreendidas 16 armas, sendo 15 armas de caça, um revólver e outras quatro espingardas de pressão.  De acordo com a PM, as equipes que cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços do município de Capanema, no sudoeste do Paraná, a 600 quilômetros de Curitiba, também recolheram uma grande quantidade de munição. Eles apreenderam ainda carne de animal abatido e fecharam duas fábricas clandestinas de industrialização de palmito. Foram mobilizados pelos menos 60 policiais militares ambientais em cerca de 20 viaturas. A operação foi montada após um trabalho de levantamento de dados a partir de informações repassadas ao Disque Força Verde, por meio do telefone 0800 643 0304. A ação foi desencadeada na região onde, segundo as denúncias, há caça de animais silvestres e as pessoas suspeitas de abater os animais faziam até churrasco com carne dos bichos.  De acordo com o capitão Valdecir Gonçalves Capelli, comandante da 4ª Companhia de Polícia Ambiental Força Verde, o objetivo da ação foi de proteção à fauna e à flora do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, declarado patrimônio natural da humanidade pela Unesco. "A própria sociedade nos denunciou a prática dos crimes ambientais e não podemos nos calar diante disso, já que nossa missão é proteger o meio ambiente", disse o oficial. Capelli explicou que foram dez meses de trabalho acompanhando as denúncias que foram relatadas à Força Verde. De acordo com ele, os crimes praticados pelos infratores são posse irregular de arma de fogo de uso permitido, ter em depósito ou armazenar carne de caça e ainda a extração sem autorização do órgão competente do palmito juçara.  Para a posse ilegal de arma a pena prevista é de detenção de 1 a 3 anos e multa. No caso do armazenamento da carne de caça, a lei prevê pena de seis meses a um ano mais multa de R$ 500 por animal abatido. Já quanto ao palmito, quando o produto é extraído sem autorização, é prevista pena de reclusão de 1 a 5 anos e multa de R$ 100 por quilo do produto. Se o palmito é apreendido in natura a multa é de R$ 150 pela dúzia do vegetal. Capelli lembrou que esta foi a segunda operação que visou exclusivamente a proteção do meio ambiente no entorno do Parque Nacional do Iguaçu. O nome Jirau foi escolhido por significar um ponto de observação em que o caçador espreita o animal para o abate.  Em fevereiro deste ano a Força Verde fez a Operação Jirau I, quando foram apreendidas 17 armas de fogo usadas para caça e presas 7 pessoas suspeitas do abate de animais silvestres. Na ocasião, os policiais militares ambientais cumpriram ordens judiciais no Parque Estadual do Rio Guarani, em Três Barras do Paraná. Naquela operação, foram apreendidos também 15 quilos de carne de cateto e um lagarto abatido, além de 8 motosserras com a numeração raspada e que podem ter sido roubadas ou furtadas.

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