Dez são presos por incêndios a ônibus e ataques em Cuiabá

Atentados seriam represália à suspensão de visitas e banhos de sol nas prisões do Estado

Fátima Lessa, Especial para o Estado

11 de junho de 2016 | 13h43

CUIABÁ - A Secretaria de Segurança de Mato Grosso confirmou que pelo menos três ônibus foram incendiados na noite desta sexta-feira, 10, em diferentes bairros da capital Cuiabá. Também foi registrado ataques com tiros as casas de um  agente penitenciário e de um um sargento da PM. Da madrugada ao amanhecer deste sábado, 11, ocorreram mais dois incêndios, segundo a Associação dos Empresários do setor, apesar da operação integrada da Secretaria de Estado de Segurança. Uma viatura foi incendiada no interior.

A gerência de comunicação informou que, até a meia-noite da sexta-feira, 10 suspeitos haviam sido presos. Entre eles, um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), Reginaldo Aparecido de Brito, o "RG", apontado como o mentor da onda de ataques.

"Temos indicações seguras de que ele é a liderança que determinou os ataques, de dentro da unidade prisional. Nós estamos apurando qual o formato de comunicação empregado, que certamente não foi único", disse.

Videos divulgados nas redes sociais apontam que os ataques foram ordenados de dentro das prisões e são represálias dos presos pela suspensão das visitas e banhos de sol por causa da greve dos agentes penitenciários no Estado.

Nesta semana, familiares chegaram a bloquear duas rodovias revindicando o retorno das atividades normais do sistema. O Estado tem aproximadamente 1,5 mil são agentes penitenciários e 59 unidades prisionais. Nas redes sociais circulam ainda áudios dos presos fazendo ameaças. 

 

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