Dia D contra a dengue é neste sábado na Grande São Paulo

Este sábado é o Dia D de Combate à Dengue em todas as 39 cidades que formam a Grande São Paulo, incluindo a capital. Com palestras, operações cata-bagulho, distribuição de folhetos educativos e vistorias de casa em casa, as autoridades de saúde querem mais uma vez chamar a atenção da população para que todos participem do controle da doença.Dos 1.975 casos confirmados de dengue em todo o Estado desde o começo do ano, 1.002 estão concentrados em Itapevi e Jandira, municípios da região oeste da Grande São Paulo. Na capital, há 13 casos contraídos na cidade (os chamados autóctones) e 120 importados.O bairro da Vila Leopoldina, na zona oeste da cidade, acaba de registrar seu primeiro caso autóctone do ano. Jabaquara (9), Cursino (2) e São Lucas (1) são os outros três bairros com casos autóctones. O gerente do Projeto Prioritário de Combate à Dengue da Secretaria Municipal da Saúde, Pedro Bonequini Júnior, insiste em alertar que 90% dos mosquitos estão nas casas das pessoas. "Cada um tem de fazer a sua parte na eliminação dos criadouros."No Rio, resultados preliminares dos casos de dengue registrados em 2003 indicam que a política de controle do mosquito Aedes aegypti (inseto transmissor) tem conseguido conter a doença no País e deve evitar nova epidemia neste verão. As notificações de janeiro e fevereiro de 2002 superaram em mais de dez vezes as ocorridas nos dois primeiros meses deste ano - passaram de 281 mil casos para apenas 21 mil, segundo levantamento da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).O Rio, principal afetado pela doença com 125 mil casos nos dois primeiros meses de 2002, não deverá repetir a tragédia do verão passado. Até agora, o Estado só registrou 1.198 doentes. A única região do Rio que ainda preocupa é o norte do Estado, que tem registrado alguns casos de dengue hemorrágica. Os dados ainda são preliminares."Temos de relativizar as informações, mas o quadro deste ano é muito diferente", avalia Jarbas Barbosa, diretor do Centro de Controle Epidemiológico da Funasa. "Não significa que podemos baixar a guarda, pois a dengue é sensível a mudanças climáticas repentinas e ainda temos bastante calor pela frente."Barbosa explica que a queda nos números da dengue está relacionada com a antecipação das ações contra o mosquito, promovidas em todos os Estados desde julho. Em São Paulo, a Baixada Santista, área bastante atingida pela dengue em 2002, também está com a doença controlada este ano. O mesmo ocorre na capital paulista.No mesmo período do ano passado, a cidade tinha 30 casos autóctones e 416 importados. "O município de São Paulo tem um trabalho consistente de luta contra o mosquito que só pode resultar em redução dos casos", elogia Barbosa.A redução de casos da dengue ocorre em quase todo o País, com exceção do Espírito Santo que, apesar de ainda não ter alcançado a marca dos primeiros 60 dias do ano passado (8,9 mil), está próximo, com quase 6 mil casos. A Funasa está intensificando as campanhas de combate ao mosquito no Estado e já preparou um plano que será colocado em prática a partir de segunda-feira.Em Belo Horizonte, foi confirmada nesta sexta-feira a primeira morte por dengue hemorrágica neste ano no Estado. A professora Marli das Graças Silva Bizarro, de 50 anos, sentiu-se mal na última segunda-feira e faleceu nesta quinta-feira no Hospital Unimed de Betim, na região metropolitana da capital.

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