Dia de emocionadas despedidas

Em Porto Alegre e São Paulo, homenagens às vítimas

Sandra Hahn, Elder Ogliari e Felipe Grandin, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2022 | 00h00

O dia dos gaúchos foi marcado por homenagens e despedidas de familiares e amigos das vítimas do acidente. Até a tarde de ontem, nove corpos haviam chegado a Porto Alegre. O corpo do ex-presidente do Sport Club Internacional Paulo Rogério Amoretty Souza, de 60 anos, foi enterrado no fim da tarde de ontem no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre. No velório, passaram pelo salão nobre do conselho deliberativo do estádio Beira-Rio a governadora Yeda Crusius (PSDB) e o ex-governador Olívio Dutra (PT). Amoretty foi elogiado tanto por colorados como por gremistas. "Ele era uma pessoa do esporte e deixou sua história dentro do Internacional", disse o também ex-presidente do clube Fernando Carvalho. A despedida à médica Lina Barbosa Cassol, de 28 anos, foi feita no crematório metropolitano. Ela nasceu em São Sepé (RS) e iria para os Estados Unidos em setembro para uma pesquisa de doutorado. Funcionários da Gerdau, familiares e amigos participaram de missa na Catedral de Porto Alegre em homenagem aos quatro empregados da siderúrgica que estavam no vôo. Dos quatro, somente o corpo de Peter Max Finzsch, de 28 anos, assessor técnico da área de tecnologia da informação da Gerdau, já tinha sido identificado e transportado para Porto Alegre. Após ser velado no campus central da PUC, o corpo do professor Antônio Carlos Araújo de Souza, de 56 anos, diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da universidade, foi levado a Viamão. Além da direção do IGG, ele coordenava o Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde. Em São Paulo foi sepultado ontem o gerente-geral de tráfego da TAM Express, José Antônio Rodrigues da Silva, 50 anos, morto após ajudar várias pessoas no acidente. Cerca de 200 parentes, amigos e colegas de trabalho foram ao Cemitério de Congonhas, na zona sul. No Cemitério da Vila Alpina, na zona leste, a esposa do engenheiro químico Claudemir Arriero, de 41 anos, não agüentou ver o caixão com o corpo do marido sair da sala de velório e desmaiou. "Ele era tudo na nossa vida", disse depois, amparada pelos dois filhos.

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