Diadema obtém recursos do BNDES para deficientes

A prefeitura de Diadema, cidade da região do ABC administrada pelo PT, obteve R$ 1,5 milhão junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir em programas de educação para portadores de deficiência.Os recursos não precisarão ser devolvidos pelo município e serão usados na adaptação para o acesso de deficientes físicos de creches e de um centro cultural, além da criação de uma biblioteca para deficientes visuais.Segundo o prefeito de Diadema, José de Felipe Junior, 2% da população local, ou 7,4 mil pessoas, possuem algum tipo de deficiência. ?Apenas metade das crianças comdeficiência estava sendo beneficiada por nossa rede de atendimento?, disse ele.Por isso, a prefeitura vai adaptar e ampliar o espaço de 13 creches e remover barreiras queimpeçam o acesso de deficientes. O programa prevê também a capacitação de profissionais de educação para o atendimento aos portadores de deficiência.O presidente do BNDES, Carlos Lessa,considerou que o projeto pode servir de modelo para outras cidades e disse que Diadema não precisará pagar o dinheiro concedido pelo banco. ?O contato que assinamos prevê uma série de obrigações para a prefeitura, menos a de nos pagar?, disse.Os recursos são provenientes do Fundo Social do banco e são concedidos a fundo perdido, ou seja, não são reembolsáveis. O BNDES tem um orçamento médio anual de R$ 50 milhões com essas condições. Lessa informou que o banco pretende dobrar os desembolsos para a área social em 2003, calculando um montante de R$ 4 bilhões para esta área. Uma das prioridades, disse o executivo, será a melhoria dos sistemas de transporte urbano no País.

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