Fabio Motta/Rio de Janeiro
Fabio Motta/Rio de Janeiro

Dicas para não cair em roubada nas férias

Veja os cuidados a serem tomados na hora de adquirir pacotes de viagem e passagens aéreas

Alexandre Bazzan, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2014 | 08h49

Todo fim de ano a procura por viagens se intensifica, mas, pelo excesso de demanda, podem ocorrer algumas chateações. Problemas com serviços, cobranças, contratos e extravio de bagagens estão entre as principais reclamações.

A estudante Priscilla Consulin, de 22 anos, planejava passar o réveillon em Punta Cana, na República Dominicana, com as amigas, mas a agência CVC disse que, por problemas da companhia aérea, a Gol, as passagens teriam que ser reagendadas. Como tinha compromissos prévios, Priscilla teve que cancelar a viagem. "Foi ruim por ter sido um pouco de última hora, mas não tivemos muito o que fazer", explica. Ela conseguiu 100% de reembolso, mas teve que mudar os planos para o feriado. A assessora técnica do Procon-SP, Leila Cordeiro, dá orientações para que o consumidor evite dor de cabeça:

- Exigir que todos os itens estejam relacionados no contrato.

- Guardar o maior número de documentos possíveis: Encartes de propaganda, recibos e folhetos.

- Verificar o que está incluso no pacote e o que deverá ser pago separadamente.

- Viagens internacionais podem ser cotadas em moeda estrangeira. Cheque a cotação. As regras de importação de produtos mudaram recentemente. Veja infográfico, saiba o que é possível comprar lá fora e o que está sujeito a tributação.

- A pesquisa de preços ainda é a melhor forma de economizar. Faça consulta em mais de uma empresa.

- Antes de fechar negócio, verifique a idoneidade do site ou empresa. Prefira agências conhecidas ou que tenham sido indicadas por amigos.

- Em caso de perda do voo de ida, as companhias aéreas não podem mais cancelar automaticamente a passagem de volta. Exija seus direitos.

Na hora de fazer compras online, o turista também pode se resguardar. Busque referências do site e verifique se a empresa tem cadastro junto ao Ministério do Turismo pelo www.cadastur.turismo.gov.br. O Procon elaborou uma lista com sites a serem evitados. Procure também usar computador próprio, e manter antivírus e firewall atualizados, assim você garante a segurança dos seus dados pessoais.

O Procon-SP realizou ranking com as agências de viagens e companhias aéreas. A pesquisa foi feita de janeiro a setembro de 2014 e leva em conta o número e índice de solução das Cartas de Informações Preliminares (CIPs). As CIPs são enviadas aos fornecedores caso estes falhem em atender às demandas dos consumidores diretamente. Nestas cartas o Procon solicita esclarecimentos e pede providências, o não atendimento da notificação pode gerar processo administrativo caso se comprove que o contratante foi lesado. Veja abaixo as empresas que mais reclamações receberam e seu índice de solução:

Agências de viagens     CIPs     Índice de Solução
 Decolar.com 251  76%
 CVC Brasil 150    52%
 B2W Viagens   82  89%
 Tam viagens  51  56%
 Hotel Urbano  47  71%                                                                        

Companhias aéreas               CIPs      Índice de Solução           
 Tam Linhas Aéreas 252     70%
 VRG Linhas Aéreas (Gol)    228      75%
 Oceanair Linhas Aéreas 111  70%
 Azul Linhas Aéreas  68  61%
 American Airlines   17  63%                                              

Principais problemas  CIPs
 Cobrança 591
 Serviço 535
 Contrato 443
 Desistência do serviço 234
 Extravio/avaria de bagagem        157          

O ideal, segundo o Procon, é que as empresas tenham índice de solução igual ou maior que 95%.

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