Difícil engravidar?

Se vocês estão tendo dificuldade para engravidar, saiba que não estão sozinhos! Com as pressões da vida moderna e o adiamento da primeira gestação para a casa dos 30 anos, os especialistas avaliam que hoje um em cada quatro ou cinco casais enfrentará algum tipo de obstáculo para ter filho.

Jairo Bouer, O Estado de S. Paulo

11 Outubro 2015 | 03h00

A idade mais avançada leva a uma diminuição natural da fertilidade. Além disso, o maior tempo de exposição a fatores como estresse, infecções (clamídia, por exemplo) e endometriose (proliferação do revestimento do útero para outras partes do organismo), entre outros, pode contribuir para essa maior dificuldade. 

Para se suspeitar que um casal está enfrentando algum tipo de problema nessa área, ele tem de estar tentando engravidar (mantendo atividade sexual regular, sem usar nenhum método contraceptivo) pelo intervalo de um ano. Estima-se que em cerca de 40% das situações a causa da dificuldade está no homem, 40% na mulher e 20% nos dois. 

Antes de iniciar um processo que utilize uma técnica de reprodução assistida (inseminação artificial, fertilização in vitro, etc), algumas orientações podem ajudar os casais.

Artigo publicado no jornal inglês Daily Mail na semana passada sugere que a posição sexual pode ter papel importante. Para os especialistas, o “papai-mamãe” permite que a ejaculação aconteça de forma mais profunda e, portanto, mais próxima ao colo do útero. Em contrapartida, com a mulher por cima (contra a ação da gravidade) ou na posição “de conchinha” (com penetração mais superficial), a vida dos espermatozoides ficaria mais difícil. 

Em outro trabalho, também divulgado neste ano, dois biólogos britânicos sugeriram que mulheres que têm orgasmo perto da ejaculação do parceiro aumentariam as chances de engravidar. As contrações musculares desencadeadas pelo clímax feminino facilitariam a ascensão dos espermatozoides. 

Mais uma pesquisa, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e divulgada pelo Daily Mail da semana passada, sugere que manter relações sexuais durante o mês todo, e não apenas no período fértil, poderia abrir caminho para a gestação. A atividade sexual regular teria um efeito positivo na imunidade das mulheres, que passariam a rejeitar menos os espermatozoides e possíveis embriões, encarados como “invasores” pelo organismo feminino. 

Gravidez neles!. Um outro estudo, que também circulou na última semana, mostra que a mulher não engravida sozinha! Pesquisadores da Universidade MacGill, no Canadá, analisaram mais de 600 homens em Quebec e descobriram que 13% dos futuros papais enfrentaram sintomas de depressão durante a gestação do primeiro filho. A proximidade da paternidade pode alterar as emoções de muitos homens. A pesquisa foi publicada no periódico American Journal of Men’s Health. 

E parece que não é só depressão que os homens enfrentam na gravidez das parceiras. Reportagem curiosa da BBC Brasil traz dois trabalhos que revelam que outros sintomas da gestação, como náusea, vômito, tontura, dores abdominais, fadiga, mudança de apetite, aumento de peso e crescimento da barriga, podem incomodar também os futuros pais. Seria uma espécie de “gravidez psicológica”. Em 2013, pesquisadores poloneses acharam pelo menos um dos sintomas em 70% dos homens com mulheres grávidas. Em 2007, no Reino Unido, foram quase 5% dos pais que, de alguma forma, “engravidaram” com as mulheres. 

JAIRO BOUER É PSIQUIATRA

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