Digital identificará visitantes de presos em Hortolândia

O acesso à Penitenciária Odete Leite de Campos Critter, também conhecida como P-2, no Complexo de Hortolândia, passa a ser controlado por um sistema informatizado de captura de digitais. Pelo menos 200 funcionários da penitenciária e de empresas que mantêm unidades no local já estão utilizando o novo sistema, inédito no Estado, que amanhã hoje será estendido aos visitantes dos presos. Segundo o diretor geral da P-2, José Thomaz Celidônio Gomes dos Reis, o programa irá facilitar a entrada no presídio e evitar fraudes, como o uso da carteira de visita por pessoas não-credenciadas, inclusive criminosos que querem ter acesso aos detentos. Ele citou o caso de um gêmeo que tomou o lugar do irmão na Penitenciária 3, também em Hortolândia, há alguns anos. A P-2 conseguiu adquirir o programa, composto de um scanner a laser, um software e uma placa de rede, pelo preço de custo, de R$ 2,8 mil. A verba foi doada pelos empresas que mantêm oficinas dentro do presídio e utilizam mão-de-obra dos detentos. Reis explicou que o equipamento seria, a princípio, usado apenas para identificar os funcionários. Segundo o diretor, a P-2 dispunha de um cartão de ponto mecânico, que quebrou. Ao procurar por conserto, descobriu que não há mais peças disponíveis no mercado. "Fui pesquisar um sistema mais moderno e acabamos conseguindo comprar o digital pelo valor de custo", disse. Desde segunda-feira, os funcionários do presídio estão usando o equipamento. Eles colocam o indicador sobre o leitor a laser, que compara as digitais com o arquivo mantido em um banco de dados do sistema.CadastramentoA P-2 abriga 1.050 presos, que são visitados em média por 700 pessoas a cada final de semana. De acordo com Reis, todos serão incluídos no cadastramento. Ele contou que, até a semana passada, os visitantes apresentavam a carteira, recebiam um carimbo visível sob iluminação especial, tinham que assinar um livro na entrada e na saída da prédio. "Mas eram medidas parcialmente confiáveis. A identificação pela digital é inconfundível", apontou.O cadastramento deverá ser feito ao final da visita, no sábado e domingo, para evitar demora e filas na entrada. A partir da próxima semana, os já cadastrados terão apenas que digitar o número da carteirinha e colocar o dedo indicador no scanner para ter seu acesso à penitenciária liberado. A identificação será feita na entrada e na saída. "Talvez ainda usemos o carimbo no início", disse Reis.A informatização é um dos principais investimentos da Secretaria Estadual de Segurança Pública atualmente, conforme o diretor, embora o acesso digital tenha sido financiado pela iniciativa privada. Ele lembrou que, até julho, todos os presídios do Estados deverão estar interligados no Intragov, sistema informatizado que permitirá a transferência de dados em alta velocidade, utilizando uma rede telefônica diferenciada.

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