Jonne Roriz/AE
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Dilma age para acalmar PMDB e Temer vira coordenador político da transição

O grupo de elite da presidente eleita Dilma Rousseff tirou o dia de ontem para conter insatisfações pelo fato de a primeira reunião de trabalho após a vitória nas urnas ter sido realizada só com petistas, sem a presença dos partidos aliados. O vice-presidente eleito Michel Temer foi formalmente designado como coordenador político dos trabalhos de transição entre as equipes do atual e do futuro governo, que começam na segunda-feira.

Edna Simão / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2010 | 00h00

A tarefa de cuidar da transição, porém, será compartilhada com mais três petistas. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e os deputados Antonio Palocci (SP) e José Eduardo Martins Cardoso (SP).

"Já estou designado pela presidente para conversar com os diversos partidos. O Palocci vai trabalhar a questão mais técnica. E o Michel Temer, nós vamos conversar com ele", disse o presidente do PT. Questionado com insistência sobre qual exatamente seria a função do vice, ele explicou: "Como ele é vice-presidente, vai na prática coordenar esse processo."  

 

 

 

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O nome dos comandantes da transição consta de uma nota divulgada na tarde de ontem, na qual Dilma informa também que já indicou alguns técnicos para assessorar os trabalhos. A lista, com 39 integrantes, não foi divulgada. "Não são necessariamente pessoas do PT", informou Dutra. "Elas fizeram parte da campanha e agora foram integradas ao processo de transição." Mais técnicos poderão ser indicados nos próximos dias, até o total de 50.

O grupo de transição vai coletar informações na atual equipe de governo para, entre outras coisas, fixar metas a ser atingidas nos 100 primeiros dias do governo Dilma. Vai, também, inteirar-se de questões que precisem ser decididas logo nos primeiros dias de 2011. O Ministério do Planejamento preparou um portal que informa, por exemplo, qual a estrutura de cada ministério, quais as ações de governo por ele desempenhadas, qual a situação da liberação de verbas.

Dutra e Cardoso, que passaram a manhã reunidos na casa de Dilma, tentaram minimizar o mal-estar com o PMDB, pelo fato de o principal aliado não ter sido chamado para a primeira reunião de trabalho com a presidente eleita, como revelou o Estado ontem. "Foi uma reunião informal", amenizou Cardoso, para quem não há motivo para descontentamento. "Mas, se houve, vamos esclarecer." Dutra se esquivou: "Não tenho nenhuma informação sobre reclamações."

Agenda cheia. Dilma esteve reunida com Dutra, Cardoso e Palocci até o início da tarde de ontem. Ela tinha programadas conversas por telefone com o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que ligaram para felicitá-la pela eleição. À noite, ela concedeu entrevistas ao vivo para as TVs Bandeirantes e SBT.

Hoje, a presidente eleita deve viajar para descansar. A assessoria não confirmou se ela vai a Porto Alegre, onde moram sua filha e seu neto.

Dilma deverá ficar em local não divulgado até o fim da semana, quando embarca com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Coreia do Sul, onde participa da reunião do G-20. No trajeto de ida, eles passarão por Moçambique, na África.

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