Dilma anuncia 'cartão de desastre' para municípios afetados por chuvas em MG e ES

Cidades que decretarem emergência ou calamidade pública recebem o cartão para pequenas obras e limpezas de rua, mas terão de prestar contas

Franco Dani, Especial para o Estado

27 Dezembro 2013 | 15h20

Governador Valadares (MG) - A presidente Dilma Rousseff sobrevoou na manhã desta sexta-feira (27) a  cidade de Virgolândia, a 358 quilômetros de Belo Horizonte, numa das regiões  mais castigadas pelas chuvas no Estado, o Vale do Rio Doce. Ela viu de perto os estragos causados na cidade na última quinta-feira (26) pela força das  águas, disse ter ficado “impactada” e anunciou ajuda do Governo Federal, como a liberação do Cartão de Desastre para os municípios que decretaram estado de emergência ou de calamidade, além de ações conjuntas com os  governos de Minas e Espírito Santo. 

Dilma desembarcou no aeroporto de Governador Valadares, também no leste de Minas, por volta das 10 horas, acompanhada dos ministros da Integração Nacional, Francisco Teixeira; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas; do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e do secretário nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior. Dilma foi recebida pelo governador Antônio Augusto Anastasia.

O sobrevoo durou pouco mais de 40 minutos. De volta a Valadares, Dilma resumiu em poucas palavras o que viu: “A cidade sofreu um trauma. É triste ver tantos estragos”. Parte da cidade, segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais, ficou alagada por causa de uma forte chuva, que fez com que o Córrego Palmital transbordasse, inundando casas e estabelecimentos comerciais. 

Questionada sobre a liberação de recursos para ajudar os municípios afetados pelas chuvas, a presidenta explicou que isso acontecerá por meio do Cartão de Desastre. E voltou a criticar a burocracia para a liberação de recursos nos casos de desastres naturais. “Numa emergência não dá para liberar (recursos) pelos canais normais, por isso criamos o cartão desastre para superar a burocracia na liberação recursos”, disse .

A presidente lembrou que os municípios que decretarem emergência ou calamidade pública recebem o cartão para pequenas obras e limpezas de rua, mas cobrou o controle dos gastos. “Damos o cartão e controlamos o que o prefeito vai gastar. Em princípio, não tem limite, mas estamos de olho nele, porque dinheiro público é dinheiro público”, disse. “Temos uma extrema fiscalização que é eletrônica, online”, completou Dilma.

A presidente falou ainda que de uma forma geral, está preocupada com a situação que as enchentes têm causado em cidades de Minas e do Espírito  Santo, e anunciou um conjunto de ações em parceria com os governos desses  dois estados. 

“A primeira ação é evitar que haja mais mortes em função das chuvas através da utilização de mecanismos de alerta, como pluviômetros, radares e mapeamento de risco de todos os municípios com histórico de inundações, desabamentos e desmoronamentos. A segunda, o trabalho de reconstrução, não só da infraestrutura, como pontes, casas e estradas, como também com o envio de ajuda para os municípios em forma de remédios, material de limpeza e, cama, mesa e banho. A terceira e mais importante ação é o trabalho de prevenção, através de obras de contenção de cheias, encostas, drenagem e assoreamento dos rios e córregos”, concluiu a presidenta, antes de retornar para a Salvador (BA).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.