Dilma aposta em Lula e Serra, em propostas

No último dia do horário eleitoral, presidente pediu votos para a petista [br]e o programa tucano enumerou as principais promessas de campanha

Daiene Cardoso e Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2010 | 00h00

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) encerraram ontem suas participações no horário eleitoral na TV enfatizando os mesmos pontos destacados no primeiro programa, há 45 dias. A petista enalteceu a aliança e a continuidade do governo Lula. O tucano se apresentou como homem simples e listou suas realizações e promessas de campanha.

Assim como no programa de estreia, Dilma dialogou com o presidente de vários pontos do País, sempre reforçando a ideia da continuidade. "Com a Dilma, nada vai parar. Ela é a certeza de que o Brasil continuará mudando", frisou Lula. A campanha da petista focou no tema "mudança" e pregou a manutenção dos projetos do atual governo para acabar com a miséria, garantir o emprego, oferecer saúde e educação de qualidade, ampliar o poder aquisitivo e garantir o ingresso definitivo do Brasil entre as nações mais desenvolvidas.

Dilma prometeu respeitar as liberdades individuais e as religiões, transformar o País em uma nação de classe média e "aperfeiçoar o trabalho do presidente Lula". "Você que acredita em mim, não tenha dúvida, vote em Dilma", disse Lula.

O vídeo petista trouxe uma informação desatualizada e conflitante com os interesses do próprio partido, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal para derrubar a exigência ao eleitor de exibir dois documentos na hora do voto. À tarde, o STF acolheu pedido do PT e derrubou a obrigatoriedade. À noite, no entanto, o programa de Dilma recomendou aos eleitores que apresentem um documento com foto e título de eleitor. A explicação para isso é que o programa havia sido gravado antes da sessão da corte.

O tucano José Serra encerrou sua campanha na TV com imagens dele em família, cantarolando e lendo a Bíblia. "Minha história de vida é limpa e íntegra", ressaltou. O programa enumerou as principais promessas de Serra - salário mínimo de R$ 600, reajuste de 10% a aposentados e pensionistas, 400 quilômetros de linhas de metrô nas capitais e moradia para famílias pobres. "Vou governar somando, e não dividindo", anotou.

A campanha tucana, que ganhou direito de resposta contra o PSTU, ocupou o espaço para rebater o que chamou de "calúnias" contra Serra.

No programa da tarde, a presidenciável Marina Silva (PV) explorou seu crescimento nas pesquisas e a "onda verde" que, segundo ela, pode levá-la ao segundo turno. "Vamos mostrar no segundo turno que ninguém pode contra a voz do povo", pediu. À noite, a candidata focou em propostas.

PARA LEMBRAR

Além do fim do horário gratuito eleitoral na televisão

e no rádio, ontem foi o último dia permitido para propaganda eleitoral em páginas institucionais na internet. Também está proibida a partir de hoje a realização de

comícios e de debates. A publicação de propaganda

eleitoral na imprensa escrita é permitida até hoje.

Até amanhã, estão liberadas caminhadas, carreatas, passeatas e a distribuição de material de propaganda. Sábado também é o último dia para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som,

segundo a Justiça Eleitoral.

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