Dilma atribui a Lula indicação de Erenice para a Casa Civil

Segundo ela, o presidente estabeleceu que o critério para a sucessão dos [br]ministérios seria escolher os secretários executivos

Eliana Lima ESPECIAL PARA O ESTADO SALVADOR, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se eximiu ontem de responsabilidade pela indicação de Erenice Guerra para a Casa Civil. Segundo Dilma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu que o critério para a sucessão dos ministérios seria escolher os secretários executivos. "Foi algo generalizado", disse ela em Salvador.

Dilma voltou a defender uma investigação rigorosa sobre as denúncias contra a sua sucessora na Casa Civil. Minutos antes de gravar uma passagem para o seu último programa do horário político, em Salvador, a petista disse que repudia qualquer tentativa de associar as denúncias envolvendo Erenice e seus familiares à sua campanha.

"Eu sou a favor de que se apure com rigor todas as acusações, mas é preciso ter cuidado com acusações levianas, não só contra instituições, mas também contra pessoas", disse a candidata. Perguntada se ela considerava leviandade as denúncias que pesam contra Erenice, Dilma foi enfática: "A acusação a respeito da relação da minha campanha com qualquer evento desses não só é leviana como é infundada. Eu repudio isso".

Indagada sobre o seu apoio, nesta reta final da campanha, para a sucessão estadual na Bahia, uma vez que conta com dois candidatos da coligação no Estado - o governador Jaques Wagner (PT), que pleiteia a reeleição, e o ex-ministro Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) -, ela disse que quer a vitória de Wagner, porque "Geddel está mal nas pesquisas de opinião".

"Eu apoio aqui o Jaques Wagner. O Geddel atualmente, nas pesquisas, não está bem situado. Tudo indica que a disputa ficará entre os dois primeiros", afirmou.

Farol. A equipe responsável pelo programa da candidata petista escolheu o fim de tarde no Farol da Barra, na capital baiana, para gravar parte do seu último programa eleitoral. O local é conhecido pelo seu belo pôr do sol, mas ontem o céu estava nublado.

Ao final das gravações, Dilma, bem-humorada, distribuiu abraços, beijos e acenos, além de ter se disposto a fotografar com quem passava pelo local.

Conforme a petista, a escolha da locação deveu-se ao fato de a Bahia representar o início do Brasil. Logo em seguida, Dilma retornou a Brasília.

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