Dilma bate Serra no primeiro turno, indica Datafolha

Candidata do PT avança entre as mulheres, empata na região Sul e abre 17 pontos de vantagem sobre seu adversário do PSDB

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2010 | 00h00

O início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão impulsionou a candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência. Pesquisa Datafolha mostra que ela abriu 17 pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB) após usar a TV para ressaltar sua ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo é aprovado por 77% da população.

Em pouco mais de uma semana, a taxa de intenção de voto em Dilma subiu de 41% para 47%, enquanto a de Serra caiu de 33% para 30%. Marina Silva (PV) permaneceu estável, com 9%.

Com esses resultados, Dilma seria eleita no primeiro turno. Em números absolutos, sua vantagem sobre Serra seria de cerca de 23 milhões de votos - número maior do que a soma do eleitorado de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.

Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na terça-feira, já mostrava Dilma próxima da vitória no primeiro turno - com 43%, ela estava empatada com adversários somados (41%), dentro da margem de erro.

Os primeiros programas do PT na TV, que mostraram depoimentos de mulheres presas com Dilma na época da ditadura e ressaltaram o lado maternal da candidata, foram mais efetivos no eleitorado feminino. Entre as mulheres, a petista subiu de 35% para 43%, e saiu de um empate com Serra para oito porcentuais de vantagem. Entre os homens, Dilma passou de 47% para 52%, e ampliou a vantagem de 16 para 22 pontos.

Geografia do voto. O impacto da televisão também foi maior no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste, regiões com os maiores bolsões de desinformação sobre a relação entre Dilma e o presidente. Entre os nordestinos, a petista subiu 11 pontos e tem quase o triplo das intenções de voto do tucano (60% a 22%). No Norte/Centro-Oeste, onde a candidata cresceu sete pontos, o placar é de 50% a 27%.

Há uma semana, Serra era líder isolado no Sul e empatava no Sudeste. Agora, com 40%, empata no Sul com Dilma, que tem 38%. Na região Sudeste, o tucano perde por 42% a 33%.

A pesquisa mede apenas o impacto inicial da propaganda eleitoral. Um terço dos entrevistados disse ter visto o horário eleitoral. Nessa parcela do eleitorado, Dilma lidera por 53% a 29%. Entre os que não foram afetados pela propaganda, a vantagem da petista cai de 24 pontos para 13.

Na hipótese de haver um segundo turno entre PT e PSDB, a ex-ministra da Casa Civil venceria o ex-governador de São Paulo por 53% a 39%. Nesse item, a vantagem da petista aumentou de oito para 14 pontos porcentuais entre uma pesquisa e outra.

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