Dilma defende apuração; Lula ataca tucanos e imprensa

Candidata disse que não teve acesso à reportagem e 'lamenta' se amigos do filho da ex-ministra erraram

Gustavo Porto e Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2010 | 00h00

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, refutou ontem qualquer ligação entre sua campanha e as constantes denúncias de irregularidades na Casa Civil, pasta que ela comandou até deixar o cargo para disputar as eleições.

Ela afirmou que não tomou conhecimento das novas denúncias da revista Veja, que aponta possíveis irregularidades contra o marido da sua sucessora, Erenice Guerra, bem como o pagamento de propina a funcionários da pasta para a licitação de compra do Tamiflu, remédio utilizado no combate à H1N1.

"Acredito que todas as denúncias, apesar de não ter tido acesso a essa reportagem, têm de ser apuradas e investigadas e que as pessoas culpadas têm de ser drasticamente punidas." Em Campinas, onde fazia campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata acrescentou: "Não tinha nenhum filho da Erenice na Casa Civil. O que tinha eram amigos. Se esses amigos cometeram delitos, eu lamento a indicação deles, lamento profundamente."

No comício, Lula criticou tucanos e a imprensa. "Essa gente não me tolera. Mesmo lendo pesquisas de opinião pública, mesmo vendo que tem apenas 4% que acham o governo ruim e péssimo", comparou.

O presidente chamou as críticas recentes dos adversários e as reportagens sobre condutas suspeitas em seu governo de intolerância, ódio e mentira. "Existe uma revista que não lembro o nome dela. Ela destila ódio e mentira. E eu queria pedir para você Dilma e para você Aloizio: não percam o bom humor, eu já ganhei, eu não disputo voto. Outra vez nós vamos derrotar nossos adversários tucanos, vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político."

E continuou: "Se o dono do jornal lesse seu jornal ou o dono da revista lesse sua revista eles ficariam com vergonha do que estão escrevendo exatamente nesse momento", Segundo Lula, "eles não se conformam que o pobre não aceita mais o tal do formador de opinião pública. Nós somos a opinião pública e nós mesmos nos formamos".

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