Dilma defende governo e atribui caos aéreo à crise da Varig

"Nós herdamos uma situação extremamente difícil, houve uma redução significativa dos vôos", diz a ministra

Clarissa Oliveira, Estadão

27 Julho 2007 | 20h12

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff saiu em defesa do governo federal, nesta sexta-feira, 27, no tratamento dado à crise aérea e afirmou que a situação vivida no País é resultado de problemas que se arrastam há 20 anos, entre eles a crise da Varig.   Questionada sobre o fato de o governo ter levado dez meses para tomar medidas concretas para conter a crise, Dilma disse que os problemas nas companhias aéreas remontam aos anos 90 e só tiveram um desfecho em 2005, provocando uma mudança profunda no modelo da aviação comercial brasileira.   "Nós herdamos uma situação extremamente difícil. Houve uma redução significativa dos vôos da Varig e um aumento dos vôos das outras duas empresas, já em outro modelo, um modelo extremamente comercial e de baixo custo", afirmou a ministra, em uma referência à Gol e à TAM, que hoje controlam a maior parte do mercado brasileiro de aviação civil. "É um modelo que não implicou no aumento do número de aviões, apesar de ter havido um aumento no número de demanda."   Dilma disse que o setor atravessa um período de "transição" e apontou que a questão da crise aérea não pode ser encarada de forma "trivial". Ainda assim, ela pediu que sejam aguardados os resultados da análise da caixa preta do Airbus da TAM para que sejam feitas avaliações sobre o acidente ocorrido na semana passada em São Paulo.   A ministra evitou se aprofundar na questão, sob o argumento de que cabe agora ao novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, liderar esse processo. "Acredito que o ministro Jobim tem todas as condições - até porque há hoje uma estabilização desse quadro, no que se refere à saída da Varig - no sentido de melhorar essa situação."   Dilma acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cidade de Natal (RN) na manhã de hoje. Na ocasião, ambos anunciaram a liberação de investimentos em saneamento e habitação previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (RN).

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