Dilma diz que governo não compactuará com atos de vandalismo

Presidente discursou durante entrega de metrô em Salvador

O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2014 | 17h41

Atualizada às 21h18

SALVADOR - A presidente da República, Dilma Rousseff, reafirmou nesta quarta-feira, 11, em Salvador, que o governo federal não vai tolerar atos de violência e vandalismo durante o Mundial. “Somos um país democrático, respeitamos o direito das pessoas de se manifestar. No entanto, não teremos a menor contemplação com quem achar que pode praticar atos de vandalismo ou atingir o direito da maioria de assistir, desfrutar e usufruir de sua Copa do Mundo”, afirmou. 

“Temos um sistema quase perfeito, porque nada humano é perfeito, para garantir a segurança de todos os que vierem nos visitar e dos brasileiros”, completou a presidente. Dilma participou da última grande inauguração de obras antes do início da Copa do Mundo. Após 14 anos de construção - e mais de R$ 1 bilhão investidos -, entrou em funcionamento na tarde desta quarta o primeiro trecho do metrô de Salvador. A linha, de 5,6 quilômetros, liga o principal entroncamento rodoviário da cidade, a Rótula do Abacaxi, com a Estação de Transbordo da Lapa, passando na frente da Arena Fonte Nova, palco das partidas do Mundial na cidade.

A presidente disse que os brasileiros “podem ter orgulho” da realização do Mundial no País. “Estamos entregando todos os estádios, todos os aeroportos e nossa rede de comunicações é das mais modernas do mundo nas cidades-sede”, afirmou. “Mas ninguém leva metrô dentro da mala quando volta para o seu país, não bota na mala o aeroporto, a (Arena) Fonte Nova (estádio que será palco das partidas do Mundial em Salvador). Ele leva no coração (a lembrança de) ser bem recebido.”

A presidente também voltou a comentar os custos das obras para a Copa e as denúncias de superfaturamento e desvio de verbas. “Isso é a tentativa de politizar uma coisa que não deve ser politizada”, disse. “Se houver algum gasto indevido, incorreto, superfaturado, quem fez o gasto vai pagar, porque toda a fiscalização do governo federal atuará nesse caso.”

Testes. A data de inauguração do sistema não foi escolhida ao acaso. “Assim que as obras foram retomadas (no início do ano), cravamos a data de 11 de junho, para entregar antes do início da Copa”, admitiu o governador baiano, Jaques Wagner (PT). No evento de inauguração, Dilma também associou o início das operações ao Mundial. Até 14 de setembro, o metrô de Salvador vai funcionar no sistema de operação assistida, do meio-dia às 16 horas, gratuitamente. 

Dilma acompanhou a operação na cabine de comando de uma das composições. No fim, foi recebida por baianas e integrantes do Olodum em uma das estações. Na volta, prometeu a conclusão das linhas restantes - a continuação da linha 1 e a construção da linha 2, que, segundo o projeto, ligará a Rótula do Abacaxi ao aeroporto. 

O sistema, operado pela empresa CCR, tem orçamento previsto de R$ 3,6 bilhões e previsão de conclusão para abril de 2017, com cerca de 40 quilômetros de extensão. A primeira etapa da expansão da linha 1, até a Estação de Transbordo de Pirajá, está em construção e deve ser entregue em janeiro.

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