Dilma fala em punição a passageiro que desiste de viagem

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu nesta quinta-feira, indiretamente, a punição não só para o overbooking (venda de passagens em número maior que o de assentos disponíveis nos aviões), mas também para o chamado "no show" (desistência da viagem por parte do passageiro e serve de argumento às empresas para a prática do overbooking): "Dizem - a imprensa diz - que o overbooking e o ´no show´ são faces da mesma moeda. Existe overbooking porque o ´no show´ não é punido. Alguns países punem quem pratica o ´no show´ e trucidam quem pratica overbooking."Dilma Rousseff destacou que "qualquer área tem de ter regulação" e disse que não tinha idéia sobre os gargalos no setor, o que possibilitaria prever os problemas. "Eu, particularmente, não tinha idéia disso, pois não sou do ramo e nunca tratei dessa questão." Ela evitou dar opinião sobre a proposta de desmilitarização do sistema de controle do setor aéreo, dizendo que não possui elementos para falar sobre isso. A ministra qualificou o problema do setor aéreo de "complexo" e defendeu a permanência do ministro da Defesa, Waldir Pires, no cargo. Disse ainda que é necessária uma reestruturação do setor, com regras claras e uma política eficiente de aviação civil.Para Dilma Rousseff, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deveria regular o setor, tem pouco tempo de funcionamento e ainda não passou por um processo de amadurecimento. "A Anac tem menos de um ano. Pegou um setor monopolista, sem política de aviação clara", avaliou. A ministra disse que a Varig "era a política de aviação civil" no País, mas faliu por não conseguir, segundo ela, se adaptar à evolução do mercado, que hoje é mais competitivo.

Agencia Estado,

28 de dezembro de 2006 | 12h08

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