Dilma fala em rever marco regulatório da mineração

Em reunião com 250 prefeitos candidata se compromete com demandas dos municípios mineiros

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2010 | 00h00

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que se reuniu com 250 prefeitos no Iate Clube da Pampulha, disse que, se eleita, vai promover a revisão do marco regulatório da mineração, comprometendo-se com demandas dos municípios mineiros.

"Vamos rever o marco regulatório da mineração do Brasil, compatibilizando esse marco regulatório com valores e padrões internacionais", disse, lembrando a reclamação com a baixa arrecadação de royalties. "No mundo inteiro esta é uma riqueza regulada. Aqui no Brasil será também uma riqueza regulada."

A proposta foi a principal bandeira de campanha para o governo de Minas do deputado federal José Fernando Aparecido (PV), que ontem anunciou apoio entusiasmado à petista. A prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV) também aderiu à campanha de Dilma, colando na candidata do PT um adesivo com o número 13 na cor verde. Outros 10 prefeitos de capitais participaram do ato.

Dilma reiterou o compromisso de enviar para o Congresso um projeto de lei estabelecendo patamares para a compensação de eventuais quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). "Vamos aprovar no Congresso porque temos hoje maioria no Congresso Nacional."

"Pele de cordeiro". Em comício realizado ontem à noite em Uberlândia (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma voltaram a criticar o presidenciável José Serra (PSDB). A candidata afirmou que representa o governo Lula e que seu adversário "coloca pele de cordeiro e diz que é a continuidade", acrescentando que "mentiras surgiram para desestabilizar sua campanha".

Lula destacou a recuperação da autoestima do brasileiro e que isso não deve ser ignorado, por um "monte de mentiras". "No dia 31, esses dois Brasis vão estar um diante do outro, um que cresce e desenvolve, e outro que desce serra abaixo", ironizou.

Lula cobrou "postura digna" do tucano. "Que tenha grandeza que tive 1989, 1994 e 1998, quando perdi três eleições e não fiz nenhuma maracutaia para acusar os adversários", discursou Lula, pedindo voto de confiança nele e para Dilma.

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