Dilma faz nova estreia em palanques

Após início de governo trancada em gabinetes, presidente participa de homenagem a José Alencar em São Paulo e de inauguração de usina no RS

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2011 | 00h00

Depois de passar as primeiras semanas praticamente trancada em seu gabinete, no terceiro andar do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff faz sua reestreia em palanques após as eleições de 2010.

Amanhã, Dilma estará em terreno oposicionista, para a comemoração do aniversário da cidade de São Paulo, organizada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), que homenageará o ex-vice presidente José Alencar.

Na quinta-feira, a presidente irá a Porto Alegre para participar da homenagem às vítimas do holocausto, cerimônia que está sendo organizada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), em parceria com a Federação Israelita do Rio Grande do Sul.

A sua volta ao palanque está marcada para sexta-feira, na cidade gaúcha de Candiota, Estado onde Dilma tem sua história política e onde o PT desbancou o PSDB e voltou ao poder.

Diferentemente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que "inaugurou" muitas "pedras fundamentais", a presidente sobe ao palanque para inaugurar a usina Candiota III, que já está operando desde o início do ano.

O ato é o último capítulo de uma novela que começou em 1981, com o projeto de seis termelétricas para aproveitar as reservas de carvão da região.

Coube à então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, fazer os acordos de cooperação com o governo chinês em 2004, para tirar a usina sair do papel. Em Candiota, Dilma faz a sua primeira aparição em cerimônia pública, quando poderá testar sua popularidade, desta vez sem ter ao lado o ex-presidente Lula.

Dilma passará o fim de semana em Porto Alegre se preparando para a sua primeira viagem internacional, à Argentina. Domingo, desembarca em Buenos Aires, para cumprir agenda com a presidente Cristina Kirchner. O jantar com o presidente do Uruguai, José Mujica, que seria na mesma noite, em Montevidéu, foi adiado e deverá ocorrer em fevereiro ou março. Até lá Dilma deverá visitar o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

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